Conflitos na Tailândia deixam ao menos oito mortos e 101 feridos

Violência no centro de Bangcoc aumentou desde que general de manifestantes foi atingido

Associated Press

14 Maio 2010 | 09h57

 

BANGCOC - Pelo menos cinco pessoas morreram e outras 45 ficaram feridas nesta sexta-feira, 14, em confrontos entre manifestantes e o Exército em Bangcoc, na Tailândia. Segundo hospitais e centros médicos, há tanto soldados quando civis entre as vítimas dos conflitos, que ocorrem por conta de protestos contra o governo que já duram mais de dois meses.

 

O Exército da Tailândia iniciou uma operação de repressão aos manifestantes e passou a disparar e usar bombas de gás lacrimogêneo perto das embaixadas dos EUA e do Japão em Bangcoc. Os combates desta sexta deixaram dois mortos e transformaram a zona central da capital em um campo de batalha.

 

Testemunhas disseram ter ouvido rajadas de tiros sendo disparadas a partir do campo dos camisas vermelhas. Na quinta-feira, ao menos 20 pessoas ficaram feridas. Com a deterioração da segurança e a esperança de uma resolução pacífica para a crise política desaparecendo, a estabilidade social e econômica do país seguem sendo prejudicadas.

 

A violência aumentou desde a quinta-feira, quando um general renegado do Exército que comandava as operações militares dos manifestantes foi atingido na cabeça. O disparo, realizado supostamente por um atirador de elite, como alegaram seus assistentes, deixaram o Major General Khattiya Sawasdiphol, ou o "Comandante Vermelho", em situação crítica.

 

Nesta sexta, os incidentes violentos se concentravam em uma pequena área perto de embaixadas estrangeiras, mas depois do meio-dia local (2 horas em Brasília) os confrontos se espalharam para uma área de 3 km², onde havia barricadas construídas pelos manifestantes. Os soldados passaram a disparar contra os manifestantes e o Exército enviou veículos militares para fazer a ronda, fazendo os camisas vermelhas recuar.

 

Até agora, 31 pessoas morreram e centenas ficaram feridas desde que os manifestantes, majoritariamente pobres e originários do campo, começaram a acampar no dia 12 de março em Bangcoc. Eles exigem a dissolução do Parlamento e a convocação de novas eleições, já que consideram que o atual primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, chegou ao poder pela manipulação da justiça e apoiado pelos militares.

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