Conflitos na Tailândia já deixam 35 mortos

Número de feridos chega a quase 250; autoridades recusam mediação da ONU

EFE,

16 Maio 2010 | 23h05

Grupos de partidários da frente vermelha e soldados tailandeses mantiveram durante a noite deste domingo tiroteios nas imediações da região central de Bangcoc, que aumentaram para 35 o número de mortos causados pela violência desde a quinta-feira passada, informaram fontes oficiais.

 

Entre as vítimas fatais se encontra um soldado, disse o centro oficial de emergências que coordena a assistência médica nos hospitais da capital. Nas escaramuças e confrontos ficaram feridas pelo menos 244 pessoas.

 

 

O soldado foi abatido à bala quando patrulhava as ruas do distrito financeiro, ao lado da área de três quilômetros quadrados na qual os chamados camisas vermelhas se entrincheiram há cinco semanas.

 

O Governo do primeiro-ministro, Abhisit Vejajjiva, deu de prazo aos manifestantes até as 15h (horário local, 5h de Brasília) para abandonarem o acampamento, embora não tenha dito se tomará algum tipo de ação após terminado o prazo. Segundo o Governo, atrás das barricadas levantadas pelos manifestantes para se proteger de um eventual ataque das forças de segurança há cerca de 6.000 pessoas.

 

Um número indeterminado de pessoas, sobretudo mulheres e crianças, deixaram desde sábado passado o acampamento por causa da situação insalubre, da escassez de mantimentos e do temor de um ataque das tropas.

 

Negociações

 

Autoridades tailandesas rejeitaram uma possível mediação das Nações Unidas para acabar com os violentos protestos contra o governo na capital. Um porta-voz do governo afastou a possibilidade, dizendo que organizações externas não devem interferir na questão. "Nós rejeitamos os pedidos deles de mediação da ONU. Nenhum governo tailandês jamais deixou alguém intervir nas nossas questões internas", disse o porta-voz Panitan Wattanayagorn.

 

Neste domingo, autoridades da Tailândia deram um ultimato aos manifestantes, exigindo que as mulheres e idosos deixem o acampamento até a tarde de segunda-feira. O governo pediu que a Cruz Vermelha ajude a convencer as pessoas a deixarem o acampamento. Manifestantes de oposição - conhecidos como "camisas vermelhas" - exigem a renúncia do primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva.

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