Conflitos na Ucrânia matam um policial e ferem mais de 120 pessoas

A granada que explodiu em frente ao Parlamento da Ucrânia nesta segunda-feira durante um

Estadão Conteúdo

31 de agosto de 2015 | 16h01

protesto nacionalista contra o projeto de lei que dá mais autonomia ao leste separatista pró-Rússia do país, matou um policial e feriu mais de 100 policiais, disse o Ministério do Interior. Nove policiais seguem em estado grave.

Os confrontos marcaram o pior surto de violência na capital desde o governo tomou o poder em fevereiro de 2014. O policial que foi morto nos confrontos tinha 25 anos, disse o ministro do Interior, Arsen Avakov a repórteres. No total, 122 pessoas foram hospitalizadas, sendo a maioria policiais, mas o número inclui também jornalistas ucranianos e dois repórteres franceses.

Avakov disse que cerca de 30 pessoas foram detidos, incluindo a pessoa que jogou a granada, que foi identificada como integrande do partido nacionalista Svoboda.

A descentralização do poder era uma condição para uma trégua assinada em fevereiro que visa acabar com os combates entre as tropas do governo ucraniano e separatistas pró-Rússia que deixaram mais de 6.800 mortos. No entanto, muitos ucranianos se opõem a mudar a Constituição, dizendo que ameaça a soberania e independência do país.

Em um discurso televisionado, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, chamou o projeto de lei, que foi aprovado hoje, como "um difícil, mas um passo lógico para a paz" e insistiu que não daria qualquer autonomia para os rebeldes.

Um total de 265 deputados no Parlamento, de 450 assentos, votaram nesta segunda-feira para aprovar as alterações propostas pelo presidente ucraniano. Três partidos estavam da coalizão majoritária no Parlamento, no entanto, se opuseram às mudanças constitucionais, que enfrentarão uma votação final na terça-feira. Fonte: Associated Press.

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