Conflitos reduzem as comemoração do Ramadã neste ano

Feriado dura três dias e costuma ser período de celebração para muçulmanos

Agência Estado

28 Julho 2014 | 17h48

Milhões de muçulmanos comemoram nesta segunda-feira o primeiro dia após o fim do Ramadã. As festas do feriado de Eid al-Fitr, como é chamada a ocasião, duram três dias e são um tempo de celebração após o mês de preces e orações em que os fiéis devem se abster de comida e água do nascer ao pôr do Sol.

Neste ano, no entanto, o clima de festa foi afetado pela guerra civil na Síria, pelo acirramento dos conflitos na Faixa de Gaza e o avanço dos extremistas islâmicos no Iraque.

Nas Filipinas, um grupo de insurgentes atacou fies que viajavam para as comemorações com a família matando 21 pessoas, incluindo seis crianças. Na Faixa de Gaza, as ruas estavam desertas, já que os fiéis ficaram em casa em busca de proteção contra o conflito que já matou mais de 1.040 palestinos.

"Tudo o que queremos é ficar em um lugar seguro", disse a enfermeira Fedaa Abul Atta, que teve o sobrinho morto por um bombardeio israelense.

No Líbano, o clima também não era de festa. "Não tem cara de feriado", disse o refugiado Umm Ammar, que deixou a Síria há três ano com o início dos conflitos e hoje vive em um campo no leste do Líbano. "Queríamos celebrar em nosso país", lamenta.

No oeste da África, as preces do feriado foram dirigidas às vítimas da queda do voo da Air Algerie, que matou 118 pessoas no Mali, e às vítimas do vírus Ebola, cujo surto já deixou mais de 670 mortos.

Políticos e chefes de Estado também evitam demonstrar alegria. O primeiro-ministro do Líbano, Tammam Salam, anunciou que não receberá convidados ou felicitações devido à situação da população de Gaza durante o feriado. O presidente da Turquia, Abdullah Gul, lembrou o povo em mensagem que era preciso neste feriado lembrar dos vizinhos, que não poderiam aproveitar o feriado em paz. No Qatar, as celebrações foram canceladas em memória às vítimas de Gaza. Fonte: Associated Press.

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