Conflitos religiosos deixam 50 mortos na Nigéria

Três atentados contra igrejas cristãs e as represálias contra muçulmanos que seguiram deixaram mais de 50 mortos, estima a Cruz Vermelha nigeriana. Trabalhadores humanitários procuram por corpos entre veículos carbonizados e bancas de mercado destruídas nesta segunda-feira, na cidade de Kaduna, na Nigéria.

AE, Agência Estado

18 de junho de 2012 | 12h56

O grupo islamita radical Boko Haram (expressão que significa "educação ocidental é sacrilégio") assumiu a responsabilidade pelos ataques suicidas ocorridos no domingo, que destruíram duas igrejas na cidade de Zaria e outra em Kaduna, fazendo 21 mortos, de acordo com a contagem inicial.

O conflito é resultado das crescentes tensões religiosas na Nigéria. Os ataques ocorreram no estado de Kaduna, que fica na fronteira entre a região norte, predominantemente muçulmana, e parte sul do país, majoritariamente cristã. A região sofre com um histórico de ataques e contra-ataques entre as duas comunidades.

Autoridades locais preferem não especificar quantos morreram nos atentados e quantos nas represálias, temendo que isso leve a mais assassinatos e atos de vingança. As vítimas nas igrejas são cristãs, enquanto o mortos nas represálias são muçulmanos.

Esse foi o terceiro fim de semana seguido em que o Boko Haram realiza ataques em igrejas. Quando as notícias sobre as bombas nas igrejas começaram a se espalhar, jovens cristãos tomaram as ruas em protesto violentos. Em Kaduma, a maior parte das vítimas é de pequenos comerciantes, motoristas de ônibus e pilotos de mototáxi, provavelmente muçulmanos que trabalham na parte cristã da cidade. A polícia afirma que mais de 1.000 muçulmanos estão abrigados em delegacias. As informações são da Associated Press.

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