Confronto com a polícia deixa sete feridos no Chile

A polícia chilena disparou gás lacrimogêneo e entrou em choque com manifestantes que protestavam contra um evento que homenageava um ex-oficial das Forças Armadas, que cumpre pena de prisão pela matança de presos políticos durante a ditadura de Augusto Pinochet. Pelo menos sete pessoas ficaram feridas, incluídos seis policiais. O choque ocorreu no final da noite de segunda-feira e madrugada desta terça-feira na frente de um clube na capital, onde mais de mil manifestantes se reuniram. O ex-brigadeiro Miguel Krasnoff foi sentenciado a 144 anos de prisão, pelo desaparecimento e morte de 23 presos políticos durante a ditadura de Pinochet, nos anos 1970 e 1980.

AE, Agência Estado

22 de novembro de 2011 | 14h50

Ativistas chilenos dos direitos humanos organizaram o protesto contra a homenagem a Krasnoff. O primeiro julgamento de Krasnoff começou em 2003. Ele foi condenado e aprisionado em 2006. No total, Krasnoff foi acusado por 23 sequestros e mortes de opositores durante a ditadura chilena. Ele também é acusado de supervisionar sessões de torturas de opositores.

O advogado de Krasnoff falou nesta terça-feira e criticou o governo por fracassar em agilizar os julgamentos de oficiais acusados por crimes cometidos durante a ditadura de Pinochet. O tributo em homenagem a Krasnoff foi organizado por Cristian Labbe, prefeito do distrito de Providência, em Santiago, que foi policial durante a ditadura de Pinochet. Labbe não atendeu aos pedidos de entrevista. A mulher de Krasnoff pediu que os direitos de seu marido, que cumpre pena de prisão, sejam respeitados.

Entre os sete feridos, está uma mulher que foi atingida no abdômen por uma bomba de gás lacrimogêneo. De acordo com relatórios oficiais do governo civil que sucedeu a ditadura de Pinochet em 1990, pelo menos 3.197 pessoas foram mortas por motivos políticos durante a longa ditadura de Pinochet.

As informações são da Associated Press.

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