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Confronto com as Farc deixa 10 militares mortos na Colômbia

Comandante de divisão do Exército acusa guerrilheiros de iniciarem ataque; presidente lamenta mortes e diz que viajará ao local do confronto

O Estado de S. Paulo

15 de abril de 2015 | 10h11

BOGOTÁ - Pelo menos 10 militares colombianos morreram e 20 ficaram feridos nesta quarta-feira, 15, em um enfrentamento com membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), no norte do departamento de Cauca, no sudoeste do país, informaram fontes oficiais.

Em sua conta no Twitter, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, comentou o episódio. "Lamento a morte dos soldados em Cauca. É exatamente esta guerra que queremos encerrar", escreveu Santos, que viajará ao local do confronto.


As vítimas fatais são nove soldados e um suboficial, de acordo com declarações do governador de Cauca, Temístocles Ortega, para a imprensa local e fontes militares.

O confronto aconteceu na zona rural de La Esperanza, no município de Buenos Aires e, segundo o general Mario Augusto Valencia, comandante da Terceira Divisão do Exército, os guerrilheiros teriam dado início ao enfrentamento. Valência disse também que o clima na região dificultou o socorro aos feridos.

"Tenho informação de fontes militares de que na madrugada de hoje aconteceu um ataque a uma guarnição militar e que infelizmente teriam morrido 10 militares", disse Ortega para a "Blu Radio".

O exército não conseguiu chegar ao local onde aconteceu o ataque devido às difíceis condições de acesso à região, montanhosa e com densa vegetação.

Este incidente é o mais grave ocorrido no país desde que as Farc declararam um cessar-fogo unilateral e indefinido, em vigor desde 20 de dezembro, como parte das negociações de paz com o governo que estão sendo realizada em Havana desde novembro de 2012.

Há uma semana, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, anunciou a prorrogação por 30 dias da suspensão de bombardeios contra acampamentos das Farc em resposta ao cumprimento do cessar-fogo unilateral da guerrilha.

"É um fato muito grave no marco do processo de Havana", acrescentou o governador Ortega. / EFE e AP

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