Confronto com forças de segurança mata 7 no Egito

As tensões no Sinai aumentaram desde a semana passada depois que militantes mataram 16 soldados egípcios

Agência Estado,

12 de agosto de 2012 | 13h25

EL-ARISH - Forças de segurança do Egito mataram sete supostos militantes rebeldes neste domingo durante ataques a esconderijos em duas aldeias no norte da península do Sinai, disseram oficiais de segurança do governo egípcio. As tensões no Sinai, onde o país faz fronteira com Israel e Faixa de Gaza, aumentaram desde a semana passada depois que militantes mataram 16 soldados egípcios perto da fronteira.

As mortes anunciadas neste domingo foram as primeiras entre supostos militantes desde que o Egito lançou uma grande ofensiva contra os grupos rebeldes e enviou reforços para a área após o ataque no último domingo.

Autoridades de segurança afirmaram que os ataques com tropas e policiais, apoiados por veículos blindados, tinham como alvo as aldeias de al-Ghora e al-Mahdiyah, perto de El-Arish. Eles apreenderam minas terrestres, um míssil antiaéreo, metralhadoras e granadas. Os funcionários pediram anonimato por não estarem autorizados a falar com veículos de comunicação. Segundo eles, os sete supostos militantes foram mortos quando as forças egípcias bombardearam a casa onde eles se esconderam após troca de tiros. Os bombardeios levaram a casa a pegar fogo, junto com um carro e uma moto estacionados do lado de fora.

No entanto, testemunhas no local disseram não ter visto ataques aéreos. "As forças de segurança invadiram uma casa pequena, e houve uma troca de tiros", disse uma testemunha, que pediu para não ser identificada. Segundo ela, após uma explosão que incendiou a casa, os oficiais voltaram com ambulâncias e um caminhão de bombeiros para recolher os corpos.

Em um incidente separado, três policiais foram mortos e quatro ficaram feridos quando o carro em que estavam virou ao perseguir um grupo de criminosos no centro de Sinai, segundo a agência de notícias oficial do Egito Middle East News Agency (Mena). As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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