Laurence Griffiths / POOL / AFP
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Confronto em Gaza invade os gramados: Pogba levanta bandeira palestina em jogo do United

Tomer Hemed, atacante da seleção israelense e do Wellington Phoenix, da Nova Zelândia, comemorou um gol na liga australiana se enrolando em uma bandeira de Israel e colocando um quipá na cabeça

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2021 | 05h00

MANCHESTER, INGLATERRA - Por mais que muitos dirigentes não queiram, o futebol não está à margem dos fenômenos sociais. Por isso, o conflito em Gaza já entrou em campo. Nos últimos dias, jogadores desfilaram com a bandeira de Israel e da Palestina em várias partes do mundo. 

Os casos mais visíveis vêm da liga mais badalada do mundo, a inglesa. Jogadores muçulmanos ou de origem árabe demonstraram solidariedade aos palestinos ao final dos jogos. Foi o caso do francês Paul Pogba e do marfinês Amad Diallo, do Manchester United, que empunharam uma bandeira palestina após o empate contra o Fulham, na segunda-feira. Eles deram uma volta no gramado e foram aplaudidos pelos cerca de 10 mil torcedores. 

O treinador do Manchester United, o dinamarquês Ole Gunnar Solskjaer, defendeu a atitude da dupla. “Temos jogadores de diferentes origens sociais, de diferentes culturas, de diferentes países e devemos respeitar suas opiniões, caso sejam diferentes das outras”, disse.

No fim de semana, após a vitória contra o Chelsea na final da Copa da Inglaterra, em Wembley, o zagueiro francês Wesley Fofana e o meio-campista inglês Hamza Choudhury, ambos do Leicester, também exibiram a bandeira palestina.

Israelenses demonstram apoio

Apesar da pouca tradição no futebol, Israel também tem seus defensores. O atacante israelense Eran Zahavi, do PSV Eindhoven, da Holanda, mostrou seu ativismo ao postar nas redes sociais as imagens dos jogadores na Inglaterra, mas alterando digitalmente a bandeira palestina pela israelense. “Agradecemos seu apoio em todo o mundo”, escreveu. Muitos torcedores responderam, invadindo o perfil de Zahavi e incluindo no seu currículo o título de “jogador palestino do ano, em 2013 e 2014”. 

Tomer Hemed, atacante da seleção israelense e do Wellington Phoenix, da Nova Zelândia, comemorou um gol na liga australiana se enrolando em uma bandeira de Israel e colocando um quipá na cabeça, que havia sido entregue por um torcedor. 

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No entanto, diante de um esquadrão de craques muçulmanos, como Mesut Ozil, do Fenerbahce, Mohamed Salah, do Liverpool, e Mohamed Elneny, do Arsenal, que postam ativamente nas redes sociais mensagens de apoio aos palestinos, os israelenses estão atrás no placar. 

>Semana passada, o inglês David Beckham postou uma foto usando um colar com a estrela de David, o que levou muitos simpatizantes de Israel a dizer que o ex-jogador estaria demonstrando um apoio sutil ao país. No entanto, o tabloide The Sun, citando fontes ligadas ao craque, disse que a foto havia sido tirada em abril, bem antes de os confrontos começarem./ AFP

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