Confronto em Oaxaca faz dezenas de feridos

Um confronto entre manifestantes e forças de segurança na cidade de Oaxaca, no sul do México, provocou uma onda de violência. Vários imóveis e veículos foram incendiados e dezenas de pessoas foram presas ou ficaram feridas, entre elas três jornalistas. O confronto aconteceu depois que uma manifestação de dezenas de milhares de pessoas exigiu a renúncia governador do Estado, Ulises Ruíz, e a retirada das forças federais que controlam o centro da capital de Oaxaca desde o final do mês passado. A violência eclodiu quando centenas de manifestantes tentaram entrar na praça principal da cidade, protegida por efetivos da Polícia Federal Preventiva (PFP). Os manifestantes jogaram coquetéis molotov e pedras contra os policiais, que responderam com bombas de gás lacrimogêneo. Os manifestantes atearam fogo em duas lojas e várias pessoas ficaram feridas. Quando foram dispersos, várias pessoas em veículos particulares, supostamente policiais estaduais vestidos como civis, chegaram com a intenção de prender alguns manifestantes. O fotógrafo Amaury Guadarrama, da agência "Cuartoscuro", foi brutalmente agredido; Virgilio Sánchez, correspondente do jornal "Reforma", da Cidade do México, foi atingido por uma bomba de gás lacrimogêneo no peito, e Abundio Núñez, do jornal econômico "O Financeiro", foi hospitalizado com ferimentos. Durante a manifestação, Florentino López, porta-voz da Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO), assegurou que o protesto era pacífico e que seu único objetivo era realizar um "cerco humano" à praça, em sinal de inconformidade. Na segunda-feira, centenas de manifestantes que participavam de uma marcha para comemorar o 96º aniversário da Revolução Mexicana enfrentaram a polícia com pedras, coquetéis molotov e fogos de artifício. Vários manifestantes e policiais ficaram feridos. O conflito em Oaxaca começou em 22 de maio, provocado por uma greve de professores por melhores salários. A situação se radicalizou em 14 de junho, quando a polícia estadual fez uma tentativa fracassada de evacuar os espaços públicos ocupadas pelos professores.

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