Confronto em província de Papua Nova Guiné deixa 5 mortos

Cinco pessoas morreram numa troca de tiros entre independentistas e guarda-costas de um empresário procurado pelas autoridades na província autônoma de Bougainville, em Papua Nova Guiné. O confronto aconteceu na segunda-feira, na região rebelde no sul da província, onde guerrilheiros da organização Lutadores pela Liberdade de Bougainville atacaram os seguranças do comerciante Noah Musingku, segundo a emissora australiana ABC. Quatro guarda-costas e um rebelde morreram e três ex-soldados fijianos também foram feridos. Os fijianos chegaram de forma ilegal a Bougainville no ano passado, para treinar a força de segurança de Musingku, que as autoridades papuanas procuram por acusações de fraude. Ele comandava um negócio de pirâmides no fim da década de 1990. Segundo informações não confirmadas, Musingku também foi ferido. O conflito independentista de Bougainville explodiu em 1989, quando os proprietários indígenas das terras ocupadas por uma gigantesca mina de cobre australiana tomaram as armas, negando-se a receber compensações pelos prejuízos ambientais causados pelas extrações minerais. A violência exigiu a intervenção do Exército em defesa dos interesses da companhia mineradora, principal fonte de renda do país. O conflito, um dos mais sangrentos do Pacífico Sul, causou 20 mil mortes, 10% da população, e desabrigou 15 mil, que fugiram para campos de refugiados e para as vizinhas ilhas Salomão. O antigo líder do Exército Revolucionário de Bougainville, Francis Ona, reivindica a independência da ilha e rejeita o estabelecimento de um governo autônomo. A ilha de Bougainville pertence geograficamente ao arquipélago das Ilhas Salomão, que ficam a apenas sete quilômetros, contra os mais de 760 quilômetros entre a província e Papua Nova Guiné.

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