Confronto entre militantes e forças de segurança se intensifica na Nigéria

Há relatos de que militantes estariam usando escudos humanos para fugir de Maiduguri.

BBC Brasil, BBC

29 de julho de 2009 | 19h15

O confronto violento entre militantes islâmicos e as forças de segurança se intensificou nesta quarta-feira no norte da Nigéria depois que militares invadiram a base do grupo Boko Haram, acusado de fomentar a violência na região.

Há relatos de que alguns militantes teriam escapado da cidade de Maiduguri, no norte do país, usando escudos humanos e queimando casas.

Apesar disso, os radicais ainda controlam diversas áreas da cidade e teriam conseguido avançar posições nesta quarta-feira.

A intensificação dos conflitos coincide com o envio, por parte do Exército da Nigéria, de cerca de 1 mil soldados adicionais para combater na região norte do país.

Invasão

O grupo Boko Haram ("Educação é proibida", em tradução livre), que é liderado por Mohammed Yusuf e baseado na cidade de Maiduguri, é acusado de ataques a postos de polícia e prédios governamentais no norte do país.

Os militantes são contra o sistema de educação ocidental e acreditam que o governo nigeriano foi corrompido pelas ideias do Ocidente. Eles desejam impor a lei islâmica no país.

Na terça-feira, forças de segurança nigerianas foram deslocadas para Maiduguri e atacaram uma mesquita e a casa a que pertence ao líder dos radicais.

Os militantes responderam aos ataques com tiros e os confrontos continuaram pela noite de terça-feira e nesta quarta-feira.

O oficial que lidera as operações do Exército nigeriano, coronel Bem Ahanotu, afirmou à BBC que os militantes estão bem armados e continuam trocando tiros.

Os episódios de violência na região norte da Nigéria já duram quatro dias. O número total de mortos é incerto, mas há notícias de que eles passam de 180.

Os conflitos fizeram com que milhares de pessoas deixassem suas casas no Estado de Borno. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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