Hussein Malla/AP
Hussein Malla/AP

Confronto entre partidários e opositores de Morsi deixa um morto no Cairo

Forças de segurança usaram gás lacrimogêneo para tentar dispersar os manifestantes

O Estado de S. Paulo,

22 de julho de 2013 | 15h45

(Atualizada às 16h06) CAIRO - Partidários e opositores do presidente egípcio deposto, Mohamed Morsi, entraram em confronto no centro do Cairo nesta segunda-feira, 22, atirando pedras uns contra os outros, enquanto as forças de segurança disparavam gás lacrimogêneo para tentar dispersá-los, disseram testemunhas.

Segundo a televisão estatal, uma pessoa morreu e sete ficaram feridas no pior incidente de violência na capital egípcia desde 16 de julho, quando sete pessoas morreram nos confrontos. Manchas de sangue e vidro quebrado cobriam o chão entre os dois lados que lutavam e feridos eram retirados do local em motos.

A televisão estatal disse que sete partidários de Morsi foram presos e duas armas foram apreendidas com eles. Um correspondente da Reuters também viu dois ativistas contrários a Morsi segurando armas caseiras. Ambos os lados atiravam rojões.

Algumas centenas de manifestantes que apoiam a Irmandade Muçulmana, de Morsi, pareciam tentar seguir em marcha pela praça Tahir, o epicentro de demonstrações gigantescas que levaram o Exército do Egito a derrubar o líder islâmico eleito em 3 de julho. "Eles dispararam contra nós com espingardas e pistolas. Eles tentaram invadir a praça", disse Tarik Sabir, de 41 anos, funcionário de uma empresa de petróleo que ficou ferido na coxa por um tiro de espingarda.

Partidário do presidente deposto se manifestaram em frente à sede da Procuradoria-Geral no centro da capital egípcia e em seguida se dirigiram à Embaixada dos Estados Unidos. Uma fonte da Organização de Jovens da Irmandade Muçulmana, que pediu anonimato, disse que os islamitas haviam anunciado sua manifestação rumo à embaixada americana antecipadamente e evitaram passar por zonas onde estão se concentrando os opositores de Morsi.

Cerca de 100 pessoas morreram na violência desde o golpe de Estado e a queda de Morsi no início deste mês - a maioria, simpatizantes da Irmandade Muçulmana. Os confrontos desta segunda-feira foram o último exemplo de violência na praça Tahir, um ponto central para manifestações desde os protestos em massa que levaram à queda do autocrata Hosni Mubarak em fevereiro de 2011./ EFE e REUTERS

  

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