Confronto entre soldados e 'cocaleros' deixa 2 mortos

Um tiroteio entre policiais bolivianos e plantadores de coca deixou dois soldados mortos e 17 feridos em Apolo, ao norte de La Paz; os "cocaleros" mantinham outros oito soldados como reféns na noite deste domingo.

(AE-DOW JONES), Agência Estado

20 de outubro de 2013 | 20h05

Segundo o Ministério do Interior da Bolívia, a tropa do governo foi emboscada no sábado ao conduzir uma operação antidrogas. O policial Jhonny Reynaldo Quispe Chura, de 29 anos, morreu em um hospital de La Paz "depois de ser atingido por um tiro de escopeta durante uma emboscada armada perpetrada contra a Força-Tarefa Conjunta", diz o comunicado. O outro soldado morto não foi identificado.

A Força-Tarefa, que combina policiais e militares, tem cerca de 170 homens e se dedica à erradicação manual de plantações ilegais de coca. Os "cocaleros", porém, reclamam que as tropas frequentemente cometem abusos.

Há cerca de 750 plantadores de coca na região de Apolo, na entrada da Amazônia boliviana. Segundo o ministro do Interior, Carlos Romero, o ataque aos soldados foi cometido pelos plantadores de coca "ligados a organizações do tráfico de drogas em nossa fronteira com o Peru".

Hernán Salas, um dos "cocaleros", contestou a versão oficial do incidente em Apolo. "Os militares destruíram todas as casas, jogaram gás nas crianças e nos idosos e houve um confronto violento", afirmou. Ele negou que seu grupo seja responsável pela morte dos soldados.

De acordo com dados da ONU, a Bolívia tem cerca de 25.300 hectares de plantações de coca, dos quais 12 mil hectares são para uso legal.

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