Confronto entre tibetanos e polícia mata 2 na China

Choques mortíferos entre tibetanos étnicos e forças de segurança do governo chinês se espalharam nesta quarta-feira para uma segunda província no sudoeste da China, disseram o governo e um grupo de ativistas tibetanos que atua no exterior. O grupo Tibete Livre disse que dois tibetanos foram mortos e vários feridos, quando forças de segurança abriram fogo contra uma multidão que protestava no Condado de Seda, na conturbada prefeitura de Ganzi, província de Sichuan. Segundo os ativistas, o governo chinês decretou toque de recolher na prefeitura.

AE, Agência Estado

25 de janeiro de 2012 | 18h13

De acordo com o governo chinês, uma "multidão" atacou a delegacia de polícia em Seda e deixou 14 policiais feridos, o que forçou a polícia a abrir fogo contra os manifestantes. A agência estatal de notícias da China, Xinhua, informou que um manifestante foi morto, outro ferido e 13 foram detidos.

O surto de violência ocorre após cerca de 30 monges tibetanos, abrigados em um monastério, terem sido agredidos pela polícia no Condado de Luhuo, vizinho a Seda, disse um monge tibetano na terça-feira. Segundo ele, forças militares chinesas cercaram o prédio onde estão os monges. O monge falou por telefone, sob anonimato, com a Associated Press nesta quarta-feira.

A província de Sichuan permanece tensa. Pelo menos 16 monges e monjas budistas e outros tibetanos não religiosos se auto-imolaram com fogo no ano passado, em protesto contra o governo chinês. Muitos deles gritaram pela liberdade do Tibete e contra o domínio chinês no país do Himalaia, que data de 1959.

Embora a China alegue que o Tibete está sob seu controle há séculos, muitos tibetanos dizem que na prática a região era independente da China, pagando apenas um respeito nominal ao imperador chinês.

A Xinhua citou um policial, o qual afirmou que um multidão tentou invadir a delegacia de polícia de Seda no final da tarde de terça-feira. Segundo ele, os manifestantes usaram facas, coquetéis molotov e pedras para agredir a polícia. "Eles também atiraram na gente com armas de fogo, ferindo 14 policiais", disse o oficial à Xinhua. A confirmação independente do número de mortos e feridos em Sichuan é muito difícil porque o acesso à província é restrito e o aparato de segurança local é pesado.

As informações são da Associated Press.

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