Confronto na capital da Somália deixa oito mortos

Pelo menos oito civis, incluindo uma mulher e uma criança de quatro anos, foram mortos quando insurgentes e soldados do governo tiveram um confronto com morteiros na capital somali, Mogadiscio, na madrugada de hoje, de acordo com uma testemunha. Osman Guled disse que ele e outros anciões retiraram hoje os corpos dos escombros de suas casas, no norte da capital, para prepará-los para os enterros. "A maioria do fogo de artilharia atingiu as casas", afirmou Guled.

AE-AP, Agencia Estado

01 de fevereiro de 2010 | 11h24

Um comandante da guarda presidencial, Ahmed Daud Dahir, disse que os insurgentes lançaram pelo menos seis morteiros no palácio presidencial, mas ninguém ficou ferido. O presidente, xeque Sharif Sheik Ahmed, não estava no palácio no momento. Ahmed está na vizinha Etiópia, para um encontro de líderes da União Africana. Dahir afirmou que os soldados do governo retaliaram, atingindo as posições de onde haviam partido os morteiros.

Insurgentes atacaram o palácio presidencial várias vezes, nos últimos três anos, mas geralmente não há muitos estragos e ninguém fica ferido. Ali Muse, chefe do serviço de ambulâncias de Mogadiscio, disse que 55 feridos foram levados na manhã de hoje para tratamento hospitalar. Segundo Muse, o socorro não chegou mais cedo pela falta de segurança.

Ataques

Na sexta-feira, o principal grupo insurgente no país, o Al-Shabab, lançou vários ataques a bases do governo e da União Africana. Morreram 19 pessoas na série de confrontos que se seguiu. O Al-Shabab, considerado terrorista pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, controla zonas da capital e a maior parte do sul somali. O governo norte-americano acredita que há um vínculo entre esse grupo e a rede Al-Qaeda.

O Al-Shabab tenta derrubar o frágil governo de Ahmed, apoiado pelo Ocidente. Ahmed, que antes liderava a insurgência islâmica, não tem conseguido superar os rebeldes e enfrenta divisões em suas próprias fileiras. A Somália não tem um governo efetivo de fato desde a queda da ditadura de Mohamed Siad Barre, em 1991. Em seguida, senhores de guerra começaram a lutar entre si, levando a nação ao caos.

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