Confronto na região muçulmana da Tailândia mata 100

Pelo menos 100 manifestantes islâmicos morreram em confronto armado com forças de segurança no sul da Tailândia. Cerca de 34 deles foram mortos dentro de uma mesquita, onde se escondiam, segundo informações oficiais. Outros morreram durante confrontos próximos aos postos policiais, os quais foram alvos de ataques coordenados pelos rebeldes. O primeiro-ministro do país, Thaksin Shinawatra, disse que o número de policiais mortos foi inferior ao de rebeldes porque a maior parte tinha facões como armas. Mas acrescentou que o fato de muitos estarem utilizando motocicletas de marcas novas sugere que estejam recebendo apoio financeiro internacional. Um dos homens mortos tinha o símbolo JI em sua camiseta, uma referência ao Jemaah Islâmico, grupo acusado de ataques terroristas no sudeste da Ásia, incluindo os ataques em Báli. A população muçulmana é minoria na Tailândia, onde predomina o budismo. Os cerca de 4% de seguidores do Islamismo concentram-se nas províncias do sul do país. Observadores dizem que os problemas com os muçulmanos aumentaram em consequência da política linha dura do governo. Líderes de tais comunidades dizem que as forças de segurança têm utilizado táticas agressivas de repressão.

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