Confronto religioso no Egito deixa 20 feridos

Confrontos entre muçulmanos e cristãos coptas na cidade de Alexandria deixaram 20 pessoas feridas e diversos carros incendiados antes que a calma retornasse ao bairro que assistiu ao assassinato de um homem enquanto saía da missa,. na sexta-feira. Os distúrbios deste sábado irromperam quando centenas de coptas levaram o caixão da vítima do homicídio, Nushi Atta Girgis, 78 anos, para ser sepultado. Girgis foi esfaqueado, juntamente com dois outros homens, ao deixar a Igreja dos Santos, em Sidi Bishr. Ataques com faca em duas outras igrejas de Alexandria deixaram 16 feridos na sexta-feira. Nos distúrbios deste sábado, segundo a polícia, 20 pessoas - tanto cristãos quanto muçulmanos - ficaram feridas e quatro carros foram incendiados. As forças de segurança usaram gás para dispersar a multidão. Ninguém foi preso. Mas as tropas continuam a manter uma presença ostensiva no bairro de Sidi Bishr, mesmo após o fim do confronto. A tensão segue alta. Mais cedo, cerca de 3.000 pessoas haviam se reunido na igreja dos Santos para lamentar a morte de Girgis. Líderes cristãos criticaram duramente o governo por não proteger a minoria. Uma nota assinada pela liderança da igreja em Alexandria culpa as autoridades por não se esforçar para proteger os templos cristãos. O texto também acusa do Ministério do Interior de forjar relatórios que atribuem os três atentados a um único homem, que seria doente mental. Do lado de fora da igreja, fiéis gritavam slogans contra o governo e insultavam os policiais que cercavam a praça. A polícia e líderes coptas dão versões diferentes sobre a causa do confronto deste sábado. Segundo as autoridades, a luta começou quando coptas que participavam do funeral atacaram muçulmanos que passavam pela área. Já um médico copta disse ter ouvido que muçulmanos irritaram-se com os slogans que os manifestantes gritavam e partiram para o ataque.

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