Confrontos após grafites deixam vários feridos na Cisjordânia

Várias pessoas ficaram feridas em choques com o Exército israelense em uma aldeia da Cisjordânia, depois que colonos judeus supostamente escreveram palavras de ordem contra o profeta Maomé em uma mesquita local. Após a descobertas dos grafites, centenas de palestinos se concentraram nas aldeias de Nebi Elias, Azún e Punduk para protestar devido à descoberta nas paredes de uma mesquita da comarca.As pessoas queimaram pneus e lançaram pedras contra veículos israelenses. Uma mulher israelense ficou ferida pelas pedradas e outros quatro colonos sofreram ataques de pânico como resultado do incidente, informam meios de comunicação israelenses.Os palestinos também lançaram objetos incendiários contra tropas israelenses que tinham se mobilizado na aldeia de Azún. Os militares responderam abrindo fogo. Três palestinos ficaram feridos e foram levados para centros médicos em ambulâncias do Crescente Vermelho (equivalente à Cruz Vermelha).Grafites foram feitos na madrugadaA rádio pública israelense informou que ao surgir o incidente das frases grafitadas, aparentemente ocorrido de madrugada, oficiais da administração militar israelense para assuntos civis nas zonas ocupadas da Cisjordânia receberam ordem de apagá-las. Habitantes da aldeia Nabi Elias denunciaram que um grupo de desconhecidos tinha pintado frases nas paredes da mesquita, entre outras "Maomé é um porco", disse a emissora.O deputado árabe Taleb a-Sanaa, representante da minoria beduína de Israel no Parlamento (Knesset), condenou as frases e declarou aos jornalistas que "ofendem todo o mundo muçulmano". Os ativistas da direita israelense "querem causar aqui uma fogueira", disse, e exigiu uma investigação ao Governo do primeiro-ministro interino, Ehud Olmert.As caricaturas divulgadas por diferentes órgãos da imprensa européia, reproduzidas em vários casos como mostra do direito à livre expressão, motivaram reações violentas na Faixa de Gaza por parte de milicianos palestinos que atacaram a sede da União Européia (UE), e em Hebron, da Cisjordânia meridional.TurquiaNa Turquia, mais de 50.000 pessoas fizeram uma manifestação hoje em Diyarbakir, a principal cidade das províncias curdas, para protestar contra os países onde foram publicadas caricaturas do profeta do Islã, Maomé. Segundo explicaram testemunhas, onze organizações convocaram a manifestação "Vamos defender nosso profeta", realizada na praça Istasyon.Os manifestantes gritaram frases contra a Dinamarca e outros países onde apareceram as charges, e contra os EUA e Israel. Além disso, pediram o boicote econômico contra os produtos dinamarqueses, americanos e israelenses. "A manifestação durou três horas. Mas tudo foi pacífico, não houve nenhum incidente violento", disse uma testemunha.A manifestação de Diyarbakir é a maior das realizadas até hoje na Turquia devido à publicação das caricaturas. Também aconteceram duas manifestações pelo mesmo motivo em Istambul. Um grupo de cerca de 150 pessoas, convocadas por uma organização nacionalista, se reuniram na praça Taksim de Istambul e, nesta marcha pela rua Istiklal, jogaram ovos contra o consulado francês na cidade. Outro grupo, de cerca de cinco mil pessoas, se reuniu no centro histórico de Istambul para protestar pelas caricaturas.

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