Confrontos com rebeldes deixaram 105 mortos, diz Sudão do Sul

Milícia acusa partido governista regional de cometer fraude eleitoral em 2010

REUTERS

11 de fevereiro de 2011 | 09h49

JUBA - Confrontos entre o Exército do Sudão do Sul e um comandante rebelde mataram 105 combatentes e civis, disseram nesta sexta-feira, 11, militares da região, que se prepara para se tornar independente nos próximos meses.

Os confrontos ocorreram poucos dias depois de um referendo em que a população do sul do Sudão aceitou se separar do norte, encerrando décadas de uma guerra civil que deixou 2 milhões de mortos.

O Exército regional disse que os combates de quarta e quinta-feira na localidade de Fangak, Estado de Jonglei, resultaram na morte de 50 combatentes de ambos os lados e de 39 civis. Na véspera, haviam sido divulgadas 16 mortes na localidade de Door.

"Foram os homens de George Athor que vieram com metralhadoras, AK-47s, e começaram a atirar", disse o porta-voz militar Philip Aguer.

Athor é um ex-comandante militar que se rebelou acusando o partido governista do Sul de cometer uma fraude eleitoral em 2010. Ele assinou um cessar-fogo em janeiro, depois de o governo do Sudão do Sul declarar anistia para todos os comandantes de milícias.

Athor disse que o Exército do Sudão do Sul foi responsável por iniciar os confrontos no Estado de Jonglei, onde a empresa francesa Total começará em abril a explorar reservas petrolíferas. Mas ambos os lados dizem que ainda estão dispostos a negociar.

(Reportagem de Jeremy Clarke)

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