Confrontos deixam 4 mortos no Bahrein; governo impõe toque de recolher

Protestos e marchas foram proíbidos na Praça da Pérola e outras regiões do país

Agência Estado

16 de março de 2011 | 03h38

     

 

MANAMA - Ao menos quatro pessoas morreram durante conflitos entre policiais e manifestantes nesta quarta-feira, 16, no Bahrein, ao mesmo tempo em que um toque de recolher de 12 horas de duração foi imposto pelo governo.  A polícia atacou os manifestantes que estavam acampados na Praça da Pérola, no centro da capital Manama, para exigir reformas no país. Segundo testemunhas, diversas pessoas ficaram feridas.

 

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O toque de recolher valerá a partir desta quarta, das 16 horas às 4 horas na Praça Pérola, no distrito financeiro da capital e em outras regiões do país, por tempo indeterminado, de acordo com informações transmitidas na televisão estatal por um porta-voz do Exército. Manifestações, marchas e outros tipos de protesto também estão proibidos em toda a nação.

 

Os policiais atiraram granadas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes antes de marchar sobre a multidão e assumir o controle do local e do centro financeiro, núcleo dos protestos contra a monarquia do Bahrein. O confronto acontece um dia após o governo do país decretar estado de emergência por três meses.

 

Na operação, morreram dois policiais, atropelados por manifestantes que dirigiam carros em alta velocidade. As outras duas vítimas fatais seriam manifestantes. Segundo o deputado do movimento xiita al Wefag, Halil Marzuk, as forças de segurança atiraram com "munição de verdade" com a intenção "deliberada de matar os manifestantes", acusou Marzuk.

 

Em virtude dos confrontos, a bolsa de valores do país parou de operar, e escolas e universidades fecharam suas portas. Os dignatários xiitas pedem com urgência a intervenção da ONU para evitar um massacre de civis. Na última segunda-feira, tropas sauditas entraram  no país a pedido do governo monárquico para tentar controlar os protestos, que já duram um mês. As informações são da Associated Press.

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