Confrontos deixam 7 soldados mortos no centro da Síria

Grupos de direitos humanos afirmaram que civis também foram mortos na província de Homs

AE, Agência Estado

30 Setembro 2011 | 08h37

DAMASCO - Confrontos entre forças do governo sírio e manifestantes deixaram 7 soldados mortos nesta sexta-feira, 30, na cidade de Rastan, na província de Homs, centro da Síria. Segundo uma fonte militar, os soldados foram mortos por "atiradores"  durante uma operação.

 

 

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Grupos pelos direitos humanos também informaram sobre mais mortes de civis os país. As forças de segurança mataram um civil na cidade de Homs, centro da Síria, segundo ativistas. No dia anterior, seis civis haviam sido mortos na mesma província, dois deles crianças, disseram as fontes. O civil morto nesta sexta-feira estava no bairro Al-Khalidiya, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, sediado no Reino Unido.

 

As forças de segurança abriram fogo durante operações de busca em Homs no final da quinta-feira, matando quatro pessoas, uma delas uma jovem, segundo a entidade. Mais dois civis, um deles menor, foram mortos em Rastan, cidade ao norte de Homs onde há grandes operações das forças de segurança há vários dias. "Pessoas seriamente feridas em Rastan não conseguiam receber cuidados médicos por causa das contínuas operações militares", informou o Observatório. Ativistas dizem que os confrontos em Rastan são entre o Exército e desertores.

Ativistas pela democracia convocaram manifestações para esta sexta-feira, dia tradicional de protestos após as preces semanais muçulmanas. O Observatório afirmou que as forças de segurança disparavam indiscriminadamente em casas na cidade "até o amanhecer". Os protestos contra o regime começaram em março, e desde então têm sido reprimidos pelas forças oficiais.

A agência estatal SANA informou que 10 membros das forças de segurança foram mortos por "grupos terroristas armados" na área de Homs, e também que uma criança está entre os mortos na província de Idlib, no noroeste. Segundo a agência, sete militares, sendo dois oficiais, foram mortos em Rastan e outros três soldados morreram em Tal Kalakh.

A secretária de Estado, Hillary Clinton, exigiu que Damasco "tome todos os passos possíveis" para proteger diplomatas americanos, após partidários do presidente Bashar Assad tentarem atacar o embaixador dos EUA no país na quinta-feira. Segundo Hillary, está em andamento uma "campanha de intimidação" na Síria contra diplomatas de vários países.

O escritório do Alto Comissariado pelos Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra afirma que a repressão do governo sírio já matou mais de 2.700 pessoas desde 15 de março.

 

As informações são da Dow Jones e Associated Press.

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