Reuters
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Confrontos deixam ao menos 42 mortos e mais de 300 feridos no Egito

Forças de segurança e manifestantes entraram em conflito em frente à sede da Guarda Republicana no Cairo

EFE

08 de julho de 2013 | 07h37

CAIRO - Pelo menos 42 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas nos confrontos desta segunda-feira, 8, entre as forças de segurança e manifestantes em frente à sede da Guarda Republicana no Cairo, disse à Agência Efe o chefe do departamento de ambulâncias, Mohammed Sultan.

Sultan assegurou que continua a transferência de feridos a diferentes hospitais e que se desconhece o número de soldados ou policiais entre as vítimas.

O porta-voz insistiu em que o fato aconteceu dentro do "ataque de um grupo terrorista à sede da Guarda Republicana", da mesma forma que tinha denunciado previamente o Exército.

No entanto, a Irmandade Muçulmana assegurou que o que aconteceu foi um "massacre" realizado pelas Forças Armadas e pela Polícia contra os seguidores islamitas, e acusaram o chefe do Exército, Abdel Fatah al Sisi, de arrastar o país em direção a "uma nova Síria".

Enquanto isso, a Promotoria egípcia ordenou fechar e lacrar a sede do Partido Liberdade e Justiça (PLJ), braço político da Irmandade Muçulmana, no centro do Cairo, após supostamente descobrir armas em seu interior, informou a televisão estatal egípcia.

Por outro lado, ainda segundo a televisão estatal, dois soldados foram retidos à força por partidários armados do presidente deposto Mohammed Morsi no bairro de Ain Shams, leste do Cairo, e foram obrigados a gritar palavras de ordem em favor deste.

Pelo menos 200 pessoas foram detidas pelos fatos, assegurou o Exército.

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