Mazen Mahdi/Efe
Mazen Mahdi/Efe

Confrontos deixam dezenas de feridos no Bahrein

Protestos contra o governo, liderados por xiitas, aumentaram nas últimas semanas

AE, Agência Estado

02 de janeiro de 2012 | 10h56

DUBAI - Forças de segurança do Bahrein lançaram gás lacrimogêneo contra manifestantes contrários ao governo e os espancaram com barras de ferro. Dezenas de pessoas ficaram feridas, afirmaram ativistas pelos direitos humanos nesta segunda-feira, 2.

A violências teve início na noite de domingo na cidade de Sitra, após o funeral de Sayyed Hashem Saeed, de 15 anos, que segundo a oposição foi morto ao ser atingido na cabeça por uma bomba de gás lacrimogêneo, lançada pelas forças de segurança, no dia anterior.

Outro adolescente, Hani al-Qanish, também ficou seriamente ferido no domingo ao ser atingido na cabeça por uma bomba semelhante, afirmou o ex-advogado da oposição Matar Matar à agência France Presse.

O ativista pelos direitos humanos Nabil Rajab disse que a polícia antidistúrbio usou gás lacrimogêneo e barras de ferro para dispersar o grupo que havia se reunido em Sitra após o funeral de Said.

"Dezenas de pessoas ficaram feridas e passaram mal por causa da inalação do gás, mas todas receberam tratamento em casa, com médicos voluntários, porque temem ser presas se forem ao hospital", disse Rajab à AFP acrescentando que a polícia espancou alguns manifestantes com "barras de ferro".

Citando policiais, a agência de notícias do Bahrein disse que "um grupo de sabotadores tomou as ruas numa marcha ilegal e cometeu atos de sabotagem, bloqueando vias públicas com latas de lixo e lançando pedras, barras de ferro e coquetéis Molotov contra as forças de segurança".

Protestos contra o governo, liderados por xiitas, aumentaram nas últimas semanas e há confrontos quase diários em cidades e vilas xiitas nas proximidades da capital. A maior parte da população do Bahrein é composta por xiitas, mas o governo é comandado por sunitas. Os xiitas reclamam de discriminação e da impossibilidade de alcançarem os principais postos de comando no país.

 

As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.