Confrontos deixam mais cinco americanos mortos no Iraque

Cinco soldados americanos foram mortos hoje no Iraque, dia em que se completa um ano da declaração do presidente George W. Bush dando por encerrada a guerra. Um outro soldado, ferido num ataque na sexta-feira, faleceu no hospital. Das baixas de hoje, três militares morreram e cinco foram feridos em duas explosões de bombas em estradas perto de Qarrayah, na região de Mossul, norte do país. Os outros dois eram marines e "realizavam operações contra rebeldes" na região sunita a oeste de Bagdá. Os militares não informaram as circunstâncias das mortes. Hoje, prosseguia a retirada dos marines de bairros e dos arredores de Faluja, cujo controle os americanos entregaram para forças de segurança iraquianas lideradas por um ex-general do Exército de Saddam Hussein. Os moradores de Faluja celebraram a retirada como uma vitória da cidade sobre as forças dos EUA. As lojas, cafés e restaurantes estão reabrindo aos poucos, depois de um mês de cerco militar americano. Bush disse em seu programa semanal de rádio que as forças americanas ainda enfrentam sérios desafios no Iraque, mas a situação está melhorando para os iraquianos. Em Londres, o ministro das Forças Armadas, Adam Ingram, admitiu que a Grã-Bretanha está considerando enviar mais tropas ao Iraque, para suprir a lacuna deixada com a retirada dos 1.400 soldados espanhóis, a ser concluída no dia 27. "Isto é algo que realmente tem de ser considerado, dado o fato de que há agora uma situação diferente no terreno por causa da saída das forças espanholas", explicou Ingram. As tropas da República Dominicana também começaram a deixar o Iraque e o presidente Hipólito Mejía adiantou que elas não regressarão. Dos 440 soldados dominicanos, 140 partiram rumo à Espanha na noite de sexta-feira. Os demais devem regressar em uma semana.

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