Muzaffar Salman/Reuters
Muzaffar Salman/Reuters

Confrontos em aeroporto e base aérea na Síria deixam 150 mortos

Observatório Sírio pelos Direitos Humanos diz que tanto rebeldes quanto soldados morreram

AE, Agência Estado

15 de fevereiro de 2013 | 13h09

BEIRUTE, LÍBANO - Pesados confrontos pela tomada do aeroporto internacional da cidade de Alepo, no norte da Síria, e por uma importante base aérea militar que fica nas proximidades deixou um saldo de cerca de 150 rebeldes e soldados do governo mortos, informaram ativistas nesta sexta-feira, 15.

Rami Abdul-Rahman, diretor do Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, sediado em Londres, disse que o total de mortos foi dividido quase igualmente entre os dois lados do confronto.

Os rebeldes lançaram um grande ataque contra o aeroporto de Alepo e contra a base aérea de Nairab na quarta-feira. Nesta sexta-feira, ativistas do Observatório e os Comitês de Coordenação Locais disseram que rebeldes e forças ligadas ao presidente Bashar Assad estavam se atacando mutuamente na região e cercanias.

"A operação vai continuar até que controlemos o aeroporto de Nairab", declarou o coronel Abdul-Jabbar al-Aqidi, comandante do rebelde Conselho Militar de Alepo, à emissora de televisão Al-Arabiya.

O controle pela oposição do aeroporto internacional de Alepo e de Nairab significaria uma enorme mudança estratégica na região nordeste, já que daria ao grupo um centro aéreo, o que facilitaria a chegada de ajuda para novos combates.

Mas para começar a usar o aeroporto, os rebeldes devem, primeiro, consolidar o controle de toda a cidade de Alepo, onde tem havido confrontos nas ruas e avenidas, além de em grande parte da área rural.

Também nesta sexta-feira, o Observatório relatou bombardeios e confrontos em Zabadani e Daraya, ambos subúrbios de Damasco, onde vários soldados do governo foram mortos ou ficaram feridos quando o veículo onde estavam foi atacado.

Também foram relatados confrontos na cidade de Deir el-Zor, praticamente tomada pelas forças de oposição. O Observatório informou também que forças do governo bombardearam a cidade de Khan Sheikhoun, ao norte, matando 11 pessoas, dentre elas uma criança.

As informações são da Associated Press

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