Confrontos em Donetsk mataram ao menos 34 civis em 24 horas

Primeiro-ministro ucraniano afirma que além da crise no país, combates estão acabando com o potencial da economia 

O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2014 | 10h56

KIEV - Pelo menos 34 civis morreram e 29 pessoas ficaram feridas nas últimas 24 horas em combates na região de Donetsk, leste da Ucrânia, informou nesta quarta-feira, 20, o Departamento de Saúde do governo regional, leal a Kiev, em um comunicado.

"Desde o início do registro das vítimas dos eventos que começaram na região de Donetsk, em 13 de março, morreram 951 pessoas e 1.748 ficaram feridas", acrescentou a nota.

Os principais combates entre as forças governamentais e as milícias separatistas pró-Rússia na região acontecem na cidade de Ilovaisk e nos arredores da cidade de Donetsk, principal reduto dos separatistas.

Segundo o Ministério do Interior, as milícias oferecem uma forte resistência ao avanço das tropas, que nas últimas semanas conseguiram ocupar várias localidades.

Em Ilovaisk, forças ucranianas entraram em confronto com separatistas durante a madrugada desta quarta, buscando isolar as posições rebeldes perto da fronteira com a Rússia, disse um representante do Ministério do Interior. Nove combatentes voluntários que apoiavam as forças de Kiev foram mortos, disse o funcionário do ministério, Anton Gerashchenko. 

Gueraschenko disse que metade de Ilovaisk, dividida pela linha do trem, é controlada pelo batalhão Donbas e a outra está ocupada pelos separatistas.

Autoridades locais na cidade de Luhansk disseram que a cidade foi abalada pelos ataques de artilharia e disparos de armas automáticas nesta quarta, à medida que forças do governo mantiveram seu avanço contra os rebeldes que ocupam os principais prédios municipais desde abril.

Crise. Luhansk tem sido isolada há semanas e está sem água e fornecimento regular de eletricidade, prejudicando as conexões telefônicas fixas e móveis. Apenas itens vitais de alimentação estão à venda e filas são formadas para pegar pão, distribuído por vans de turismo. 

"A crise humanitária é crítica. Já que não há eletricidade, as pessoas agora cozinham suas refeições no quintal, em fogueiras", disse Oleksander Sabenko, um representante municipal, ao canal ucraniano de notícias 112.ua

Assim como a piora das condições para as pessoas nos locais, o primeiro-ministro Arseni Yatseniuk disse que os combates estão acabando com o potencial da economia a cada dia, afetando minas, estações de energia, ferrovias e pontes. "A Rússia está ciente de que a reconstrução de Donbas (o leste industrial) não custará milhões, mas sim bilhões", disse.  

O governo em Kiev e seus aliados ocidentais acusam Moscou de orquestrar a rebelião e de armar os separatistas com tanques, mísseis e outros armamentos pesados. Moscou nega. 

A ONU estima que 2.086 pessoas, incluindo civis e combatentes, tenham morrido no conflito. O número quase dobrou desde o começo de julho, quando forças ucranianas aceleraram sua ofensiva e os combates começaram em áreas urbanas. / EFE e REUTERS

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