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Confrontos entre facções na Síria deixam pelo menos 33 mortos

Intensos combates entre rebeldes sírios e facções islâmicas fizeram dezenas de vítimas na cidade de Alepo; chanceler russo se disse disposto a 'convencer' governo sírio a permitir a saída dos combatentes armados da antiga Frente al-Nusra da cidade

O Estado de S. Paulo

07 de outubro de 2016 | 13h26

DAMASCO - Pelo menos 33 pessoas morreram nas últimas horas de combates entre rebeldes sírios e facções islâmicas, respaldadas pela Turquia, e o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) no norte da província de Alepo, na Síria, informou nesta sexta-feira, 7, o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A ONG disse que 13 combatentes de brigadas armadas sírias e 20 milicianos do EI perderam a vida nesses confrontos, que aconteceram nas imediações da cidade de Ajtarín. Enquanto isso, rebeldes e brigadas islâmicas têm prosseguido seu avanço através da área e tomaram o domínio da cidade de Masuda.

Ajtarín fica a dois quilômetros e meio da cidade de Dabiq, dominada pelo EI há dois anos. Os jihadistas acreditam em uma profecia supostamente atribuída a Maomé, segundo a qual a "grande batalha" entre muçulmanos e "infiéis" acontecerá em Dabiq e o dia do Juízo Final chegará com a vitória dos primeiros. 

Acordo. A Rússia disse nesta sexta-feira que está disposta a convencer o regime sírio a permitir a saída dos combatentes armados da antiga Frente al-Nusra da cidade de Alepo, segundo o plano proposto ontem pelo enviado especial da ONU para o país árabe, Staffan de Mistura.

"Se a Frente al-Nusra se retirar com suas armas para Idlib, onde se encontram suas forças mais importantes, estamos dispostos a apoiar essa ideia para salvar Alepo, e a pedir ao governo sírio que a aceite", disse o chanceler Seguei Lavrov a uma emissora de televisão russa.

De Mistura se ofereceu na quinta para acompanhar pessoalmente os milhares de militantes que estão em Alepo da Jabhat Fatah al-Sham (Frente da Conquista do Levante), antes conhecida como Frente al-Nusra, para que deixem a cidade, forçando assim o fim da grande ofensiva governamental.

"Estou pronto para acompanhá-los em sua saída de Alepo", disse ontem De Mistura em entrevista coletiva, ao se dirigir aos jihadistas da Frente da Conquista do Levante.

O mediador explicou que se os militantes abandonarem a cidade, o regime sírio e seus aliados russos deverão encerrar sua ofensiva contra a cidade, caso contrário, Alepo ficaria destruída em dois meses e meio, com milhares de civis mortos. / EFE

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