Confrontos entre militantes e policiais deixam 12 mortos na Somália

Grupo extremista Al-Shabab assumiu autoria dos ataques de domingo na capital somaliana

AP,

19 de julho de 2010 | 19h55

MOGADISCIO- Ao menos 12 pessoas, incluindo dois soldados do governo, morreram após dois dias de confrontos entre militantes islâmicos e forças governamentais apoiadas por soldados da União Africana, anunciaram nesta segunda-feira, 19, as autoridades somalianas.

 

No domingo, os médicos encontraram os corpos de cinco pessoas em casa, enquanto outros cinco corpos foram encontrados na segunda, afirmou o diretor do serviço de ambulâncias de Mogadiscio, que também indicou que 43 pessoas ficaram feridas nos enfrentamentos. Dois soldados do governo morreram.

 

Uma fonte afirmou que entre os feridos, há dez crianças que estavam na escola quando um morteiro atingiu o edifício.

 

Os somalianos sofrem quase duas décadas de conflito. Grupos defensores dos direitos humanos e agências de ajuda humanitária acusam ambos os lados de atacar civis.

 

Abdulaziz Abu Musab, porta-voz do Al-Shabab, disse que o grupo extremista ligado com a Al-Qaeda foi responsável pelos ataques de domingo e obteve novos territórios na zona norte da cidade, onde ocorrem a maior parte dos combates.

 

Os funcionários do governo, que negaram a afirmação, admitiram terem perdido alguns territórios para os rebeldes.

 

Na semana passada, o Al-Shabab reivindicou a autoria dos atentados de Uganda durante a final da Copa da Mundo, nos quais morreram 77 pessoas.

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