Amr Abdallah Dalsh/Reuters
Amr Abdallah Dalsh/Reuters

Confrontos entre policiais e manifestantes matam 13 no Cairo

Agentes de política e soldados usando bastões e granadas de gás dispersaram os manifestantes

Reuters,

19 de dezembro de 2011 | 13h08

CAIRO - As forças de segurança egípcias enfrentaram os opositores do Governo no quarto dia de violência, enquanto os Estados Unidos pediu aos militares que respeitem os direitos humanos.

 

Fontes médicas disseram nesta segunda-feira, 19, que pelo menos 13 pessoas foram mortas desde a última sexta-feira, quando começaram os enfrentamentos. Além disso, centenas de pessoas resultaram feridas e foram presas.

 

Durante a noite, agentes de política e soldados usando bastões e granadas de gás dispersaram os manifestantes da praça do Tahrir no Cairo, centro dos levantamentos que derrubaram Hosni Mubarak.

Centenas de pessoas já haviam voltado à praça nesta manhã depois que as forças de segurança se ocultaram atrás de barricadas nas ruas que levam ao Parlamento e ao Ministério do Interior.

 

Um general do exército disse em uma coletiva de imprensa que 'forças do mal' querem semear o caos e defendeu que os soldados mostraram 'moderação' mesmo com as provocações dos que tentaram queimar edifícios e gerar discórdia entre os militares e o povo.

 

Soldados com roupas de combate foram filmados golpeando os manifestantes com bastões, inclusive quando eles já estavam caídos. Uma fotografia da Reuters mostrou dois policiais arrastando uma mulher na rua segurando-a pela blusa, deixando em evidência sua roupa interior. Uma fonte do exército disse que 164 pessoas foram presas.

 

A violência estourou após a segunda parte da eleição para a formação do novo Parlamento egípcio. O exército prometeu entregar o poder en julho para um presidente eleito.

 

A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, disse estar 'muito preocupada' com a violência no país e pediu às forças de segurança que 'respeitem e protejam os direitos universais de todos os egípcios'. Por outro lado, também pediu aos manifestantes que deixem de participar em manifestações violentas.

 
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