Confrontos matam 15 na Tailândia

Pelo menos 15 pessoas morreram e cerca de 680 ficaram feridas ontem em violentos confrontos entre as forças de segurança e manifestantes da oposição em Bangcoc, no que foram os protestos mais sangrentos da Tailândia em duas décadas. Entre os mortos está um cinegrafista japonês da agência Reuters.

AP, AFP E EFE, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2010 | 00h00

Após um mês de manifestações pacíficas e um aumento progressivo da tensão, a capital tailandesa afundou no caos quando militares e os "camisas vermelhas", da oposição, se enfrentaram pelo controle de um bairro da cidade. A polícia tentou conter os manifestantes com gás lacrimogêneo e jatos d"água, mas à medida em que a situação foi piorando, disparos de armas de fogo foram registrados.

Os "camisas vermelhas", partidários do ex-primeiro-ministro no exílio Thaksin Shinawatra, pedem eleições antecipadas e consideram ilegítimo o atual premiê, Abhisit Vejjajiva, no poder desde dezembro de 2008.

Na noite de ontem, Vejjajiva, fez um pronunciamento em rede nacional, afirmando que não se curvará às exigências dos manifestantes. "O governo e eu ainda somos responsáveis pela tarefa de aliviar a situação e tentar trazer a paz e a ordem ao país", disse o premiê, prometendo uma investigação transparente sobre a violenta manifestação.

No entanto, os opositores continuam resistindo e fizeram um apelo ao rei Bhumibol Adulyadej para que intervenha após os sangrentos confrontos na capital, como uma "forma de evitar mais mortes".

Intervenção. Embora não tenha nenhum papel político oficial, o rei tailandês é visto como uma figura unificadora. Durante um levante em 1992 ele criticou severamente os militares e líderes dos protestos, efetivamente trazendo um fim à violência. O monarca mais antigo no poder no mundo, é reverenciado como um semideus por muitos tailandeses. Doente, ele está hospitalizado desde setembro.

Ontem, a Casa Branca pediu moderação de ambas as partes. "Lastimamos esta explosão de violência na Tailândia, nossa amiga e aliada de longa data, e pedimos negociações de boa fé entre as partes para resolver as dificuldades pacificamente", afirmou Mike Hammer, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional.

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