Confrontos matam 19 no Quênia, Annan encontra Odinga

Confrontos étnicos mataram ao menos 19pessoas no vale queniano Rift, no domingo, quando o ex-chefe daOrganização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, se reuniu como líder da oposição, Raila Odinga, para tentar resolver umacrise que já dura um mês e deixou 750 mortos. Uma fonte oficial do Distrito de Naivasha disse à Reutersque oito pessoas foram queimadas e outras 11 golpeadas até amorte, depois que membros da tribo Kikuyu, do presidente MwaiKibaki, lutaram com os Luos e Kalenjins, que apoiam o rivalRaila Odinga. "As tribos no Quênia não estão se dando bem. É como setodas as tribos estivessem contra nós, e ninguém está nosprotegendo", disse Dominic Karanja, da tribo Kikuyu, aoobservar as tropas destruírem os bloqueios que ele ajudou aconstruir. "Essas pessoas estão nos atacando, então queremosque esses Luos e Kalenjins vão embora". A violência ameaçou acabar com a mediação de Annan, quepediu no domingo que fossem nomeados quatro autoridades paranegociações depois que ele se reuniu com Odinga. O ex-chefe da ONU visitou partes do vale Rift no sábado queforam atingidas por combates e alertou que a violênciaacarretada pela reeleição de Kibaki evoluiu para algo pior, comabusos "sistemáticos" dos direitos humanos "Não vamos zombar de nós mesmos e achar que isso é umproblema eleitoral. É muito mais amplo e profundo", disse ele. "Temos que enfrentar as questões fundamentais que estão portrás do que estamos testemunhando hoje". REUTERS CM PF

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