Confrontos matam 32 supostos insurgentes no Paquistão

Combatentes do Taleban cercaram na noite de ontem um posto de controle perto da fronteira afegã, no Paquistão, causando confrontos que deixaram cinco soldados e 32 supostos insurgentes mortos, informaram hoje funcionários locais. Muitos dos insurgentes mortos na região tribal de Orakzai eram árabes e usbeques, segundo o general Tariq Khan, comandante dos Corpos de Fronteira, força paramilitar que confronta o Taleban no noroeste paquistanês.

AE-AP, Agência Estado

26 de março de 2010 | 13h13

Khan concedeu entrevista em Peshawar, a capital regional, após comparecer ao funeral de um soldado morto no confronto de ontem. O general disse que as operações em Orakzai tinham como meta perseguir insurgentes do Taleban que fugiram de uma grande ofensiva no Waziristão do Sul, uma área próxima. A operação é elogiada pelos Estados Unidos, segundo os quais os extremistas usam o lado paquistanês para tramar ataques contra as forças estrangeiras no Afeganistão.

Os militantes controlam boa parte da zona, que se tornou um polo de atração de extremistas de vários pontos do mundo. O Exército afirmou que os combates começaram quando as forças de segurança tentaram recapturar um posto de controle tomado na noite de ontem pelos militantes, na área de Kalaya. Khan disse que 32 militantes foram mortos. O Exército informou que cinco membros da força também morreram nos confrontos, encerrados quando os militares retomaram controle da área.

Orakzai era uma base importante para Hakimullah Mehsud, principal comandante do Taleban no Paquistão, que aparentemente morreu em um ataque dos EUA com um míssil em janeiro. O Taleban nega a morte, mas não apresenta provas de que ele esteja vivo.

O Taleban no Paquistão tem sido pressionado desde que o Exército lançou uma ofensiva por terra no Waziristão do Sul, em outubro. Em Orakzai e na área tribal vizinha de Kurram ocorreram vários ataques aéreos nos últimos meses. Como a região é remota, é difícil obter dados independentes sobre o número de mortos e a identidade dessas vítimas. Os mortos civis são raramente mencionados nos balanços do Exército sobre os confrontos.

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