Confrontos matam 5 e ferem 300 na Mongólia

Manifestantes protestavam contra a suposta fraude eleitoral e entraram em choque com a polícia

Efe,

02 de julho de 2008 | 06h56

Cinco pessoas morreram e cerca de 300 ficaram feridas em enfrentamentos entre policiais e manifestantes em Ulan Bator, capital da Mongólia, cujo presidente declarou o estado de emergência, informa hoje a agência oficial chinesa Xinhua.   Mais de seis mil manifestantes tomaram na terça-feira as ruas da capital mongol para protestar contra a suposta fraude eleitoral nas eleições parlamentares realizadas no domingo passado, em um protesto que acabou em fortes enfrentamentos.   O Exército tomou a praça principal de Ulan Bator, onde está situado o Parlamento, enquanto a Polícia isolou o centro da cidade, disseram testemunhas citadas pela Xinhua.   Apesar de a Comissão Eleitoral Geral ainda não ter publicado os resultados das eleições, a imprensa local informou que o governante Partido Popular Revolucionário (PRPM) obteve uma vitória folgada, o que levou o opositor Partido Democrático a exigir uma nova apuração.   O presidente da Mongólia, Nambaryn Enkhbayar, declarou ontem à noite quatro dias de estado de emergência, e o toque de recolher entre as 22h (11h de Brasília) e as 8h (21h de Brasília) na capital do país.   O decreto presidencial proíbe ainda reuniões públicas e transmissões dos meios de comunicação independentes.   A crise começou quando a imprensa local informou que o PRPM, antigo Partido Comunista, obteve 40 das 76 cadeiras que compõem o Parlamento.   O líder da oposição, Tsakhia Elbegdorj, acusou nesta terça-feira o PRPM de "atividades ilícitas" para "roubar" a vitória dos democratas.

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