Confrontos matam menino sírio de 12 anos

Um menino de 12 anos foi morto ontem durante bombardeio e tiroteio na cidade de Homs, região central da Síria, um dos focos do levante de sete semanas contra o regime autocrático de Bashar Assad.

AP, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2011 | 00h00

A morte coincidiu com uma ampla repressão na cidade costeira de Banias, onde os ativistas informaram sobre a prisão de mais de 200 pessoas, entre elas um menino de 10 anos.

"Parece que a prisão do menino foi uma punição contra os pais dele", declarou Rami Abdul-Rahman, diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Ele disse que a água, a eletricidade e praticamente todo o tipo de comunicação foram cortados em Banias desde que o Exército enviou tanques à cidade, no sábado. Segundo outro ativista, pelo menos seis pessoas foram mortas em Banias nesses dois dias.

O levante em todo o país, que tem 23 milhões de habitantes, representa o maior desafio aos 40 anos de regime da família Assad. Bashar Assad, que assumiu o poder em 2000, após a morte de seu pai, lançou uma campanha de prisões e violenta repressão para conter a revolta, apesar do aumento da condenação internacional.

Mais de 580 civis e 100 soldados foram mortos desde o início da revolta, segundo grupos de defesa dos direitos humanos.

A ofensiva em Banias ocorre após uma operação em larga escala na cidade sulista de Deraa, onde cerca de 50 moradores foram mortos nos 11 dias de cerco. Assad proibiu a entrada de jornalistas estrangeiros no país, dificultando a confirmação das informações de forma independente. Homs, assim como várias outras cidades, está cercada por tanques e soldados e as linhas telefônicas foram cortadas.

A revolta começou em meados de março, em meio à chamada primavera árabe - levantes que levaram à deposição dos presidentes do Egito e da Tunísia -, após a prisão de um adolescente que havia pichado slogans contra o regime Assad na cidade de Deraa.

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