Confrontos matam pelo menos 47 no norte do Paquistão

Operação contra rebeldes deixa 45 insurgentes e dois soldados mortos; governo reforça segurança na capital

Efe,

13 de outubro de 2008 | 15h45

Pelo menos 45 rebeldes e dois soldados morreram nesta segunda-feira, 13, em combates travados no noroeste paquistanês, onde o Exército realiza operações militares, informou o porta-voz das Forças Armadas Murad Khan. O Exército "completou uma operação de rastreamento" de insurgentes na região de Khawzakhela do vale de Swat, pertencente à Província da Fronteira do Noroeste (NWFP), na qual morreram pelo menos 25 fundamentalistas em combates com as forças de segurança, segundo Khan.   Veja também: Paquistão diz que ataques dos EUA 'ajudam os terroristas'   As forças de segurança travam em Swat desde julho uma ofensiva contra a insurgência taleban local, na qual asseguram ter matado cerca de 500 fundamentalistas. O Exército também realiza atualmente uma ofensiva contra o Taleban na região tribal de Bajaur, na fronteira com o Afeganistão, onde nesta segunda outros 20 rebeldes morreram em bombardeios de helicópteros militares.   Em um outro incidente no noroeste paquistanês, quatro pessoas ficaram feridas nesta segunda, também em NWFP, devido à explosão de uma bomba durante a passagem de um veículo oficial.   Segurança   Ainda nesta segunda-feira, o governo paquistanês ordenou a construção de um grande muro de concreto em torno da região de Islamabad, onde estão edifícios como o Parlamento, as residências do presidente e do premier e a sede da diplomacia.   "A idéia vinha sendo discutida há muito tempo devido aos contínuos ataques registrados na capital, mas o atentado contra o hotel Marriott foi decisivo", admitiu o porta-voz do Ministério do Interior Mukarrib Mukhtar.   A Autoridade de Desenvolvimento da Capital (CDA), organismo municipal de Islamabad, se encarregará de desenvolver o projeto, que "começará o mais rápido possível" e busca "evitar que veículos carregados com explosivos possam entrar na zona", explicou Mukhtar.   "O muro terá entre 10 e 15 quilômetros de extensão e terá pelo menos sete portas de acesso, nas quais se estabelecerá um forte dispositivo de segurança e se colocarão câmeras de vigilância e detectores" para evitar a entrada de explosivos, assinalou o porta-voz.   Segundo a agência estatal APP, o muro pode ter cerca de 1 metro de altura e os veículos normais poderão chegar ao local apenas por uma entrada principal, amplamente vigiada. O projeto custará cerca de 8 bilhões de rúpias (US$ 100 milhões).

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