Confrontos na capital da Tailândia deixam policial morto

Durante um confronto nas proximidades de Bangcoc, forças de segurança da Tailândia dispararam hoje em direção a uma multidão de manifestantes contrários ao governo. Um soldado foi morto e pelo menos 18 manifestantes se feriram.

AE-AP, Agência Estado

28 de abril de 2010 | 14h21

Não está ainda claro se foram usadas balas de verdade ou apenas de borracha no confronto ocorrido em uma importante rodovia que liga Bangcoc a subúrbios do norte da capital. Os Camisas Vermelhas têm paralisado partes da capital há semanas, em sua campanha para que o governo renuncie. O grupo anunciou a ampliação de seus protestos e desafiou os militares a pará-los.

Na rodovia Vibhavadi-Rangsit, esquadrões antidistúrbio dispararam para o ar a fim de forçar o recuo dos manifestantes. Com o aumento da tensão, alguns membros das forças de segurança realizaram disparos diretamente contra as pessoas. O centro de emergências do governo Erawan informou que um soldado foi morto e 18 pessoas se feriram. O confronto se encerrou na noite de hoje (horário local).

A manifestação aparentemente buscava provocar o governo, que afirmou que não tolerará mais protestos em locais além dos já ocupados pelos Camisas Vermelhas. Pelo menos 26 pessoas morreram e quase mil se feriram desde que os manifestantes ocuparam partes da capital, no meio de março.

Os Camisas Vermelhas exigem a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições. O primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, diz que espera resolver a crise pacificamente. A maioria dos manifestantes é pobre e oriunda do campo, vendo o premier como um símbolo da elite insensível diante dos problemas deles.

Os manifestantes são em grande parte partidários do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra e ativistas pela democracia contrários ao golpe militar que derrubou o ex-líder em 2006. O grupo acredita que o governo de Abhisit é ilegítimo e só está no poder pelo apoio dos poderosos militares tailandeses.

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