Confrontos na capital de Honduras deixam 15 feridos

Pelo menos quinze pessoas ficaram feridas hoje durante os confrontos entre partidários do deposto presidente de Honduras, Manuel Zelaya, e as forças armadas e a polícia. As forças de segurança usaram bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar os manifestantes e conseguiram o controle total dos três acessos ao palácio presidencial em Tegucigalpa, capital do país. Horas antes dos confrontos, os manifestantes anunciaram uma "greve geral e com prazo indefinido" no país inteiro, exigindo a volta de Zelaya.

AE-AP, Agencia Estado

29 de junho de 2009 | 20h25

O acesso sul ao palácio, um distrito com restaurantes, bancos e hotéis, ficou com vários pneus queimados nas ruas e pelo menos uma dezena de edifícios estavam com vidros quebrados. O socorrista Cristian Vallejo, da Cruz Vermelha, disse que sua ambulância levou pelo menos dez feridos aos hospitais, em sua maioria por balas de borracha. Um fotógrafo da "Associated Press" viu pelo menos outros cinco feridos em outro acesso.

Os repórteres observaram que a polícia e os militares conseguiram dispersar os três mil manifestantes, que protestavam contra o golpe militar que afastou ontem Zelaya da presidência. Cada um dos três acessos passou a ser policiado por cem soldados. Guatemala, El Salvador e Nicarágua suspenderam hoje o comércio terrestre com Honduras, em rechaço ao golpe de Estado contra o presidente hondurenho Manuel Zelaya.

Ele foi destituído ontem do cargo por militares em cumprimento a uma ordem da Suprema Corte do país. A ação foi uma resposta à insistência de Zelaya em realizar um plebiscito para mudar a Constituição e permitir sua candidatura à reeleição. Ele foi preso em casa e levado a uma base aérea, de onde embarcou para a Costa Rica. Os deputados de Honduras nomearam Roberto Micheletti, líder do Congresso, como novo presidente do país. Foi o primeiro golpe de Estado na América Central desde 1993, quando militares guatemaltecos derrubaram o presidente Jorge Serrano.

Tudo o que sabemos sobre:
Hondurasgolpeprotestos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.