Confrontos na Caxemira deixam pelo menos 32 mortos

Pelo menos 32 pessoas foram mortas em confrontos violentos durante o fim de semana na parte de Caxemira sob administração indiana, anunciaram neste domingo fontes oficiais. Cinco pessoas teriam morrido hoje durante um tiroteio no templo de Raghunath, em Jamu, capital de inverno da parte de Caxemira sob administração indiana, que foi invadido por rebeldes muçulmanos. Combates violentos ocorreram entre forças de segurança e militantes muçulmanos escondidos dentro do templo, que foi cercado pela polícia, e onde muitos peregrinos ficado encurralados. No sábado, rebeldes separatistas muçulmanos tentaram assassinar o ministro do Desenvolvimento Rural da parte de Caxemira sob administração indiana, Peerzada Mohammed Sayeed, que conseguiu escapar com vida ao atentado perto da cidade de Kokernag, sul de Caxemira indiana, anunciou a polícia. Em Anantnag, 50 quilômetros a sul de Srinagar, forças de segurança mataram um homem com perturbações mentais, julgando tratar- se de um militante separatista. No distrito de Pulwama (sul), homens armados mataram um funcionário da principal prisão de Caxemira e assassinaram um muçulmano e uma mulher, suspeitos de serem "informadores da polícia". Um comerciante muçulmano também foi assassinado, segundo as autoridades indianas. Por sua vez, militantes indianos assassinaram dois separatistas, durante um tiroteio no distrito de Poonch, próximo da "fronteira" indo-paquistanesa em Caxemira. No mesmo distrito e no vizinho de Rajouri, dois policiais e um soldado muçulmanos foram mortos por possíveis rebeldes. Confrontos no distrito de Kupwara (norte) custaram a vida a três oficiais da polícia e a quatro militantes muçulmanos. No sábado, nove pessoas, entre as quais mulheres e crianças, foram mortas e 18 ficaram feridas, quando um ônibus do exército explodiu devido a uma mina na parte sob administração indiana de Caxemira. Quatro outras pessoas morreram na região durante o fim de semana, segundo fontes policiais. Caxemira está dividida, desde 1947, entre a Îndia e o Paquistão, que lutam pelo controle do território cuja população é maioritariamente muçulmana. Do lado indiano, uma rebelião fortemente reprimida pelas forças de segurança matou 38 mil pessoas desde 1989, segundo Nova Deli, mais do dobro segundo os separatistas.

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