Confrontos na Caxemira matam 2 soldados e 2 rebeldes

Combates entre as forças especiais da Índia e supostos insurgentes na Caxemira indiana deixaram dois soldados e dois rebeldes mortos, informou hoje o tenente coronel J.S. Brar, porta-voz do Exército da Índia. Os soldados foram mortos ontem em Maidanpora, uma área florestal 120 quilômetros ao noroeste da maior cidade da região, Srinagar, um dia após tropas e policiais indianos terem lançado uma operação contra militantes na área, disse o porta-voz. Os dois insurgentes foram mortos hoje.

AE-AP, Agencia Estado

07 de abril de 2009 | 18h43

Tanto Índia quanto Paquistão reivindicam a posse da Caxemira e lutaram duas das suas três guerras para obtê-la. Atualmente, mais de doze grupos guerrilheiros brigam pela independência da parte indiana da Caxemira e sua posterior unificação ao Paquistão. Mais de 68 mil pessoas, em sua maioria civis, foram mortas desde que a violência começou em 1989.

A área onde ocorreram os choques no começo desta semana assistiu, no mês passado, a uma batalha de cinco dias que deixou 17 insurgentes e oito soldados indianos mortos. As autoridades da Índia não informaram hoje contra qual grupo lutaram e nenhuma organização assumiu a responsabilidade pelos choques. Kuldeep Khoda, um oficial graduado da polícia indiana na Caxemira, disse recentemente que o grupo fundamentalista Taleban está atuando em coordenação com os separatistas na Caxemira indiana.

No entanto, os separatistas negam as acusações, as quais dizem ser "pura propaganda". "As autoridades indianas têm levantado o falso espectro do taleban para difamar nosso movimento de liberdade e criar uma desculpa para continuar com o genocídio na Caxemira", disse Syed Shah Geelani, líder de uma coalizão de grupo separatistas não violentos. A Índia acusa o Paquistão de incitar, treinar e financiar os insurgentes. Islamabad nega as acusações e afirma apenas dar apoio moral aos rebeldes.

O Estado de Jammu e Caxemira é o mais setentrional da Índia e o único do país onde a maioria da população (67%) é de religião islâmica. A área é disputada entre Índia e Paquistão e duas regiões montanhosas foram ocupadas pela China durante a guerra sino-indiana de 1962.

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