Confrontos na Somália deixam 81 mortos e 119 feridos

Rebeldes islâmicos enfrentam o governo provisório apoiado pelo Exército etíope

21 de abril de 2008 | 15h00

Pelo menos 81 pessoas morreram e outras 119 ficaram feridas em Mogadiscio, capital da Somália, desde sábado, 19, em enfrentamentos entre insurgentes islâmicos, tropas governamentais e etíopes, segundo o presidente do grupo somali dos Direitos Humanos, Sudan Ali Ahmed. São os combates mais intensos em meses, registrados no baluarte islâmico situado no norte da capital, segundo o jornal El País.   A cifra dos mortos e feridos provém da recontagem das vítimas elaborada a partir de informes de fontes médicas da cidade, ativistas da organização e cadáveres contados pelos familiares dos mortos. Não existem outras fontes confiáveis que possam servir para comparação da contagem, mas os vizinhos foram informados de uma escalada nos combates desde sábado.   "Condenamos as lutas incessantes e a utilização de artilharia contra a população civil. Também condenamos os grupos opositores que combatem entre os civis e os utilizam como escudos (humanos)", afirmou Ahmed.   Os vizinhos da capital indicaram que ambos os lados fortificaram suas posições durante a noite e trocaram fogo intenso nas primeiras horas do domingo em torno do hospital Save Our Souls em Mogadiscio."Um projétil contra uma casa situada atrás do hospital matou um senhor e feriu sua esposa e seus três filhos", informou um trabalhador em condição de anonimato.   O primeiro-ministro somali, Nur Hassan Hussein, declarou seu pesar pelos cidadãos que se viram obrigados a abandonar seus lares para fugir da violência, mas declarou que o governo e seus aliados etíopes têm direito a defesa. "Lamento muito os civis pobres que tem de escapar dos combates", disse em uma coletiva de imprensa.   "O governo da Somália sempre procura a paz, mas se nossas tropas e as tropas etíopes são atacadas, os combates com qualquer grupo que está contra a paz serão inevitáveis", advertiu. A Organização para os Direitos Humanos e Paz Elman estima que cerca de 6,5 mil pessoas morreram em 2007 e outras 1,5 milhão se viram obrigadas a abandonar suas casas.

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