Confrontos na Somália deixaram 52 civis mortos na semana passada, diz ONG

Violência crescente na capital do país preocupa organizações de ajuda e de direitos humanos

Reuters

20 de julho de 2010 | 12h23

MOGADISCIO - Pelo menos 52 civis morreram na Somália por conta dos confrontos entre as forças do governo e o grupo radical islâmico al-Shabab durante a semana passada, informou nesta terça-feira, 20, um grupo de direitos humanos local.

 

A violência na capital do país africano, Mogadíscio, se intensificou desde que o Al-Shabab promoveu um ataque suicida que matou 73 pessoas que assistiam à final da Copa do Mundo na Uganda. Os conflitos devem ser um dos principais assuntos da cúpula da União Africana em Kampala nesta semana.

 

As tropas da Uganda e do Burundi compõem um corpo de cerca de 6.300 soldados da União Africana que protegem lugares estratégicos na capital somali. O número é considerado baixo, mas ainda assim há pedidos para que a permanência desses militares seja estendida para que lutem contra a insurgência.

 

"Pelo menos 52 pessoas morreram e outras 129 ficaram feridas nos enfrentamentos desta semana", disse Ali Yasin Gedi, vice-chefe do grupo de direitos humanos Elman. Ele diz que os conflitos são "incessantes no norte de Mogadíscio".

 

O Al-Shabab e outros grupos islâmicos lutam contra o governo apoiado pelo Ocidente desde o início de 2007. Eles controlam boa parte do capital, mas não conseguiram derrubar o presidente Sheikh Sharif Ahmed.

 

As forças da União Africana, conhecidas como AMISOM, teve de intervir várias vezes para proteger o gabinete presidencial. Os militares receberão o apoio de mais 2 mil soldados enviados pela Uganda.

 

Pelo menos 21 mil civis morreram desde o início da insurgência na Somália. Agências de ajuda e grupos de direitos humanos têm se preocupado cada vez mais com a violência indiscriminada e alguns deles acusam tanto rebeldes como tropas do governo de crimes de guerra.

 

Em abril, a Organização das Nações Unidas (ONU) condenou os combates em áreas densamente populosas, nos quais se enfrentaram as forças somalis, tropas da União Africana e os insurgentes do Al-Shabab. Os rebeldes, ligados à Al-Qaeda, tentam impor no país as leis baseadas na Sharia (lei islâmica).

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