Confrontos na Somália matam 40, dizem testemunhas

Insurgentes islamitas e soldados do governo entraram em confrontam hoje pelo controle de cidades estratégicas da Somália. Segundo o testemunho de moradores locais, cerca de 40 pessoas morreram. Os confrontos começaram em Bula Burte, cerca de 210 quilômetros ao norte da capital, Mogadiscio. A violência começou quando soldados do governo entraram em uma cidade controlada pelo grupo islamita Al-Shabab.

AE-AP, Agencia Estado

20 de agosto de 2009 | 18h04

O morador Osman Ganey afirmou ter visto 15 corpos e que os confrontos prosseguiam. Em outra área, o morador Farah Abdi Barre contou 25 corpos. "Nós fechamos todas nossas lojas e a maioria dos moradores está fugindo", afirmou um comerciante local, Mohamed Ibrahim, por telefone. Testemunhas também afirmaram ter visto tropas da vizinha Etiópia no país. Caso confirmada, a notícia enfurecerá os insurgentes, que veem as forças etíopes como invasoras desde que elas ajudaram a fazer os militantes recuar, em 2006. Um porta-voz do governo local negou que haja tropas etíopes no país.

A Somália vive em um contexto de anarquia e violência desde que líderes tribais depuseram o ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, e começaram a lutar entre si. O grupo Al-Shabab, que tem estrangeiros em suas fileiras, opera abertamente na capital e trabalha para derrubar o governo e impor uma visão restrita do Islã no país. Os Estados Unidos afirmam que o Al-Shabab tem vínculos com a Al-Qaeda, mas o grupo nega.

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