Confrontos na Tailândia deixam um morto e ao menos 16 feridos

Forças de segurança dispararam contra cerca de 2 mil manifestantes no norte de Bangcoc

EFE

28 de abril de 2010 | 07h49

 

BANGCOC - Um soldado das forças tailandesas morreu e pelo menos 16 pessoas ficaram feridas nesta quarta-feira, 28, quando as forças de segurança tailandesas dispararam contra 2 mil manifestantes para intimidá-los, segundo uma fonte do exército.

 

Veja também:

mais imagens Imagens dos confrontos em Bangcoc

 

Um soldado foi atingido na cabeça e o outro homem, um vendedor ambulante, recebeu um tiro na perna, segundo fontes do hospital Bhumibol Adulyadej.

 

Conforme a versão oficial, as forças de segurança utilizaram balas de borracha para desfazer o comboio, que saiu pouco antes do acampamento que os "camisas vermelhas" mantêm no coração comercial da capital.

 

As tropas do Governo dizem ter ordem de utilizar balas de borracha, mas que podem usar munição real em defesa própria.

 

Os manifestantes, que querem forçar a queda do Governo, foram interceptados perto do velho aeroporto internacional ao norte de Bangcoc, por 900 soldados e policiais.

 

Pela versão das testemunhas, as tropas dispararam quando alguns chefes dos manifestantes que tentavam ultrapassar o controle de segurança montado na rodovia que leva ao aeroporto.

 

Após o incidente, Jatuporn Prompan, um dos chefes dos rebeldes deu aos "camisas vermelhas" instruções de retornar ao acampamento, no coração comercial da metrópole.

 

De acordo com a Polícia, 11 manifestantes foram detidos na província de Pahun Thani, contígua a de Bangcoc, quando se organizavam para bloquear o acesso a um comboio de tropas de reforço.

 

Nesta madrugada, os alguns homens colocaram botijões de gás nas barricadas do acampamento. Com isso, querem enviar um recado claro aos soldados sobre as consequências que vai acarretar um ataque contra o acampamento, disse Somluck Aphisart, membro do serviço de segurança de Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura.

 

Cerca de 1 mil pessoas permaneciam nas primeiras horas desta quarta-feira no acampamento, montado perto de vários dos mais luxuosos shoppings e hotéis da capital.

 

Os "camisas vermelhas" anunciaram que hoje seguem em direção a Bangcoc, em uma tentativa de desafiar o estado de exceção e as ameaças do Governo de atuar com firmeza contra os manifestantes.

 

O Exército, ao que o Governo do primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, colocou à frente da segurança em Bangcoc, reforçou ontem à noite a presença de soldados nas áreas próximas ao acampamento dos "camisas vermelhas".

 

Desde que começaram os protestos em meados de maio pedindo a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições antecipadas, pelo menos 26 pessoas morreram e mil ficaram feridas.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.