Confrontos violentos emergem na capital da Síria

Combates pesados entre rebeldes e as forças do presidente da Síria, Bashar Assad, ocorreram em algumas regiões de Damasco nesta quarta-feira, em uma das piores ondas de violência na capital síria em semanas.

AE, Agência Estado

06 de fevereiro de 2013 | 11h22

Ativistas disseram que os combates foram concentrados em distritos no oeste da cidade, e residentes no coração de Damasco afirmaram que o barulho do bombardeio que emanava de bairros vizinhos sob ataque foi mais alto que nos recentes meses, quando as forças do governo tentaram desalojar rebeldes dos subúrbios da capital.

Damasco ainda não tinha visto a escala de violência que destruiu bairros inteiros em outros centros urbanos do país, como Aleppo e Homs. Embora tenha perdido o controle de partes dessas cidades, o governo manteve um controle apertado na capital, apesar das tentativas dos rebeldes de invadir o centro da cidade a partir de seus enclaves nos arredores.

O diretor do Observatório Sírio para Direitos Humanos, Rami Abdul-Rahman, disse que o bombardeio nesta quarta-feira de Jobar e Qaboun é parte de uma ofensiva mais ampla do governo sobre cidades e vilas na entrada da capital que tinha sido reduto da oposição, desde o início do levante contra Assad, em março de 2011.

Um fonte do governo sírio afirmou que as tropas do exército estão procurando rebeldes nos subúrbios de Harasta, Sbeineh e Jober.

Combates também ocorreram na província central de Homs, onde uma explosão que teve como alvo um complexo militar matou hoje um número desconhecido de pessoas, afirmou a agência de notícias estatal o SANA e ativistas.

Mas houve relatos conflitantes sobre a natureza de uma explosão na cidade de Palmyra. O Observatório disse que um carro-bomba explodiu perto de um complexo que abriga um braço da inteligência militar e a agência de segurança estatal, matando pelo menos 12 soldados do regime e ferindo outros 20. Segundo o grupo, oito civis foram feridos em um tiroteio que se seguiu ao ataque.

A Sana afirmou que dois homens-bomba detonaram carros abastecidos com explosivos perto da garagem de uma área residencial da cidade, matando um número de pessoas, ferindo dezenas e provocando danos materiais significantes.

Após a explosão, os rebeldes entraram em confronto com os soldados do governo que vigiavam o complexo, de acordo com o Observatório.

Não houve nenhum pedido de responsabilidade pelo ataque, embora carros-bomba e ataques suicidas que têm como alvo instituições estais são a marca de militantes islâmicos que lutam junto com rebeldes sírios com o objetivo de derrubar Assad, cuja família tem governado a Síria por mais de 40 anos. As informações são da Associated Press.

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