Confusão em protesto da Ku Klux Klan na Califórnia tem quatro esfaqueados

O KKK, cujos membros sempre usam vestes brancas com capuzes, tem um longo histórico de violência contra afro-americanos, judeus e outros grupos

O Estado de S. Paulo

27 de fevereiro de 2016 | 19h37

ANAHEIM - Ao menos quatro pessoas foram esfaqueadas neste sábado, 27, uma delas com ferimentos graves, durante uma confusão entre membros do Ku Klux Klan e ativistas contrários ao grupo. O incidente aconteceu na cidade de Anaheim, na Califórnia. 

Segundo o sargento da polícia local Daron Wyatt, quatro pessoas foram presas, incluindo um membro do Ku Klux Klan acusado de ter atacado os ativistas. Três ativistas contrários ao grupo foram levados em custódia após deter o homem que os atacava.

Wyatt afirmou que a confusão começou assim que os membros da KKK chegaram ao parke em Anaheim, ao sul de Los Angeles, para uma manifestação. Segundo o jornal Los Angels Timesa manifestação havia sido divulgada e um grupo de ativistas contrários ao grupo foram para o local para impedir que ela acontecesse. 

"Assim que eles saíram de seus veículos, imediatamente foram atacados por ativistas e isso causou uma disputa corporal", disse Wyatt. O sargento explicou que uma das vítimas foi ferida gravemente e estava em condição crítica. 

O KKK, cujos membros sempre usam vestes brancas com capuzes, tem um longo histórico de violência contra afro-americanos, judeus e outros grupos, de acordo com o Southern Poverty Law Center, que monitora grupos de ódio nos EUA. 

Ainda de acordo com testemunhas ouvidas pelo Los Angeles Times, os ativistas estavam no parque havia pelo menos três horas quando o KKK chegou em um veículo utilitário preto. 

Desse veículo saíram três homens que começaram a exibir a bandeira dos confederados - um símbolo do período escravocrata dos EUA. Segundo testemunhas, a confusão começou quando o grupo de ativistas correu para o lado deles gritando e atirando pedaços de pau. Segundo o Los Angeles Times, quando foi detido, o acusado gritava que atacou em "legítima defesa". / COM REUTERS  

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