Confusão marca contagem de mortos de atentados no Egito

A confusão sobre o número de vítimas das explosões no balneário egípcio de Dahab caracterizam as primeiras informações divulgadas sobre o atentado. Enquanto o ministério do Interior egípcio confirmou a morte de dez pessoas - seis egípcios e quatro estrangeiros - e pelo menos cem feridos, outras fontes citadas pela rede de TV Al Jaazira informam que ao menos 30 pessoas teriam morrido nos ataques. Já para a agência de notícias Associated Press, as explosões foram responsáveis por 22 vítimas fatais. Várias testemunhas disseram que as explosões ocorreram hoje por volta das 19h15 (14h15 de Brasília), e que houve poucos minutos de diferença entre elas. Além disso, relataram que os serviços de emergência continuam trabalhando na área, onde é possível ver restos humanos. Dez corpos foram transportados para um hospital em Dahab. Os outros teriam sido levados para um centro médico próximo a localidade de Sharm el Sheik, um dos principais balneários da Península do Sinai. Mubarak O presidente egípcio, Hosni Mubarak, emitiu um comunicado condenando o ataque e assegurou que os autores "serão castigado", segundo informe da agência egípcia oficial MENA. Mubarak afirmou que "os responsáveis por esta ação criminosa serão perseguidos até serem castigados". As forças de segurança crêem que as três explosões, que aconteceram quase simultaneamente, foram causadas por bombas de efeito retardado. Nenhum grupo assumiu autoria do atentado até o momento. Os ataques acontecem poucos dias depois do anúncio da prisão de 22 extremistas islâmicos egípcios acusados de conspirar para cometer ataques contra pontos turísticos. Depois das prisões, o grupo islâmico "Taifa Al Mansura", ameaçou, através da internet, responder com ataques em zonas turísticas. Danos materiais Os ataques causaram danos materiais menores, segundo as primeiras avaliações, afirma uma nota divulgada pelo ministério do Interior egípcio. As explosões ocorreram nas imediações de uma ponte, a 200 metros do escritório de Polícia, no hotel Masraba e em um mercado, todos em áreas quase consecutivas. Dahab fica cerca de 600 quilômetros ao leste de Cairo e 70 ao norte da também turística Sharm el-Sheikh, onde em julho passado um triplo atentado terrorista matou quase oitenta pessoas. O atentado em Sharm el-Sheikh coincidiu com a festividade de 23 de julho, dia da Revolução Egípcia. Nesta terça-feira, o país comemora o fim da ocupação israelense da península do Sinai. Hamas Segundo jornais israelenses, o governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP), liderado pelo Hamas, condenou os atentados, classificando-os como um "ataque criminoso contra inocentes". Em comunicado, o governo do Hamas - grupo que está na lista de organizações terroristas tanto da União Européia como dos EUA - denuncia o massacre de hoje: "Condenamos este ataque criminoso contra pessoas inocentes", diz a nota, em referência às três explosões. Há uma semana, o Hamas causou indignação ao dizer que um atentado suicida em Tel Aviv que deixou nove mortos foi um "ato de legítima defesa". Da Turquia, onde está em visita oficial, o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, lamentou o "atentado terrorista" de Dahab, e afirmou que este "têm como objetivo prejudicar a economia egípcia".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.