Confusão no Parlamento de Hong Kong provoca expulsão de deputados

Silêncio de Donald Tsang sobre o vencedor do Prêmio Nobel da Paz, causou transtorno

Efe,

15 de outubro de 2010 | 04h11

HONG KONG - O chefe executivo de Hong Kong e líder máximo político do território, Donald Tsang, evitou falar sobre o vencedor do Prêmio Nobel da Paz deste ano, Liu Xiaobo, o que provocou a indignação de vários deputados e a expulsão de três deles do plenário do Parlamento, informou nesta sexta-feira, 15, o diário South China Morning Post.

 

Em uma sessão parlamentar de perguntas e respostas realizada na quinta-feira, 14, Tsang foi questionado sobre sua opinião quanto ao dissidente chinês Liu, mas ele não quis falar a respeito, indicou o jornal. O silêncio de Tsang sobre o ativista Liu gerou mal-estar entre vários deputados eleitos democraticamente pela população de Hong Kong.

 

No Legislativo de Hong Kong, uma parte dos membros são eleitos democraticamente, enquanto a outra parte é escolhida pelo Executivo do território.

O deputado Leung Kwok-hung, que já foi expulso do Parlamento outras vezes, disse a Tsang que Liu sofria "a pressão na prisão do Partido Comunista da China", e pediu que dissesse algo "pelo povo de Hong Kong".

 

Diante do silêncio de Tsang, Leung repreendeu: "Onde está sua consciência? No exterior, nunca vi um líder não se pronunciar em um Parlamento".

Outro deputado recriminou o chefe do Executivo por "simplesmente não ter consciência" e ser "uma vergonha para os chineses" por manter seu mutismo sobre Liu. Houve exclamações de "vergonhoso!" e, em seguida, ocorreram as expulsões de parlamentares.

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