Congelamento de preços na Argentina começa na segunda-feira

Pela 3ª vez em um ano, governo estabelece limites ao comércio; produtos importados ficam de fora da lista

Marina Guimarães, Correspondente - O Estado de S.Paulo

03 de janeiro de 2014 | 02h02

BUENOS AIRES - A Argentina prepara-se para um novo congelamento de preços - o terceiro em um ano - a partir de segunda-feira. Os detalhes do acordo entre empresários e a equipe econômica, anunciado em dezembro, ainda eram amarrados ontem, mas a lista dos 187 itens afetados foi obtida pela imprensa local.

Embora os produtos importados não tenham sido incluídos no congelamento, os similares que competem com os nacionais continuarão sendo restringidos pela alfândega, por meio das licenças denominadas Declarações Juramentadas Antecipadas de Importação (DJAI) - que continuam em vigor, apesar da promessa do governo argentino ao Brasil de solucionar a situação. Nas festas de fim de ano, a ausência nas prateleiras dos supermercados dos alimentos brasileiros tradicionais para a época foi notável.

Ontem, o secretário de Comércio, Augusto Costa, reuniu-se com representantes dos supermercados e fabricantes para afinar os detalhes da lista de produtos congelados, que inclui açúcar, erva-mate, massas, lentilhas, alguns cortes de carne bovina mais populares, frutas e verduras mais comuns, salsicha, hambúrguer, vinhos, cervejas, preservativos e escova de dentes.

A lista completa deverá ser publicada hoje na internet, com os preços. Segundo fontes ligadas aos empresários, até a tarde de ontem não estavam incluídos produtos como água mineral, pão para cachorro-quente e hambúrguer ou fraldas. Quem gosta de geleia vai ter de se contentar somente com um sabor: ameixa. Os demais ficaram fora da lista.

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