Congo põe "fim formal" à pior guerra da atualidade

Líderes dos principais grupos rebeldes da República Democrática do Congo tomaram posse nesta quinta-feira como vice-presidentes do país. O sistema de governo compartilhado tem como objetivo colocar fim a cinco anos de uma sangrenta guerra civil, que matou cerca de 3 milhões de pessoas. A administração de transição, que terá quatro vice-presidentes, será liderada por Joseph Kabila, que tomou posse em 2001, após o assassinato do seu pai, o presidente Laurent Kabila. Caso funcione, o novo governo deverá abrir caminho, em dois anos, para a realização das primeiras eleições democráticas do Congo. A cerimônia de posse foi marcada por danças tradicionais e a presença de centenas de convidados no Palácio do Povo, na capital Kinshasa. A correspondente da BBC em Kinshasa, Ishbel Matheson, disse que a posse dos vice-presidentes marca formalmente o fim da guerra, mas segundo Matheson ainda há vários obstáculos a serem vencidos. Um provável problema para o novo governo pode ser a falta de um acordo sobre a forma como forças do governo e os rebeldes devem ser integrados em um novo Exército. Outra questão é o conflito contínuo na Província Ituri, no leste do Congo, que vive em meio ao caos provocado por várias milícias étnicas. Matheson relata que em Ituri estão ocorrendo estupros, assassinatos e atos de canibalismo. Mais de mil soldados franceses foram enviados à região para conter os combates entre milícias rivais, mas as forças internacionais não controlam áreas fora da cidade de Bunia. As informações são do site da BBC em português. Para ler o noticiário da BBC, que é parceira do estadao.com.br, clique aqui.

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